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Especial Educação

Conectividade é essencial para garantir a retomada

Professores estão preparados e mais propensos ao uso de tecnologias após a pandemia, aponta pesquisa nacional

Por Isabella Holouka

13 dez 2020 às 11:01 • Última atualização 13 dez 2020 às 11:21

O acesso à internet foi uma das grandes barreiras para que crianças e adolescentes pudessem estudar em 2020 com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

A conectividade de estudantes e professores continua essencial para garantir a retomada na educação no próximo ano e, com a aposta no modelo híbrido, uma escola conectada tende a ser um elemento chave para que os alunos consigam recuperar a aprendizagem, permitindo ao professor atender aqueles que seguirão em casa da própria escola.

Após os desafios vividos em 2020, os professores estão mais preparados e pretendem usar mais ferramentas tecnológicas. É o que mostra a Pesquisa Datafolha encomendada pela Fundação Lemann, em que foram entrevistados 1.005 professores da rede pública entre setembro e outubro de 2020, em todo o País.

“Precisamos de ações concretas em 2021, pois a tecnologia veio para ficar na educação”, diz Cristieni Castilhos – Foto: Adobe Stock

Segundo os dados obtidos, 73% dos educadores dizem que, após a pandemia, vão utilizar mais tecnologia no ensino do que usavam antes.

Com o isolamento social e o fechamento de escolas, o ensino remoto foi implementado em caráter emergencial. Das 27 unidades federativas do país, apenas 12 já autorizaram a reabertura: Amazonas, São Paulo, Ceará, Pernambuco, Piauí, Sergipe, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins.

O retorno às escolas estaduais está se dando de maneira gradual e, mesmo quando todos os alunos voltarem, a tecnologia pode ser um importante apoio para as aulas de reforço. Ainda segundo a pesquisa Datafolha encomendada pela Fundação Lemann, para 81% dos professores, a tecnologia é uma grande aliada na promoção de um ensino mais ativo.

Para 55% dos professores é imprescindível ter escolas conectadas em 2021. No entanto, menos da metade (45%) dos profissionais consideram a conexão adequada atualmente e quase 30% não têm qualquer internet na unidade escolar.

Mesmo diante dos recentes cortes e a não execução no orçamento da educação no executivo federal, há alguns projetos de lei, tanto na Câmara quanto no Senado, em tramitação. O PL 172/202, por exemplo, permite o uso de recursos do Fust (Fundo de Universalização de Telecomunicações) para a ampliação da banda larga em escolas públicas, especialmente na zona rural, com velocidade adequada, até 2024.

“Precisamos de ações concretas ainda em 2021, pois a tecnologia veio para ficar na educação. No ano que vem, uma escola conectada vai ser chave para garantir o modelo híbrido que seguiremos tendo”, diz Cristieni Castilhos, gerente da Força Tarefa Educação/Covid-19 da Fundação Lemann.

“Fomos pegos de surpresa em 2020, mas não podemos terminar o ano sem uma ação significativa que resolva a conexão da educação. Nossos senadores e deputados têm nas mãos a oportunidade de conectar milhões de estudantes, especialmente aqueles que mais precisam”, afirma ainda, em nota divulgada à imprensa.

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