Charges relatam a rotina dos motoristas de aplicativos

Em meio às vantagens, aos problemas e debates que ainda levam muitos anos, rotina de quem trabalha com apps é marcada por situações inusitadas


Em meio às vantagens e aos problemas relacionados ao transporte por aplicativos, a rotina tanto de quem trabalho nesta área quanto de quem usa os apps para se locomover, em muitos casos, acaba sendo marcada por situações inusitadas. Confira abaixo algumas charges e suas respectivas histórias!

Foto: Cazo
Uma bagagem inesperada

Uma bagagem inesperada: Em um dia perto do Natal, o motorista de aplicativo Pedro Pelizari recebeu uma chamada para pegar um passageiro no Sapezeiro, região de sítios de Santa Bárbara d’Oeste.

O passageiro estava “todo sujo” e havia um outro rapaz com ele, perto de uma caixa. “Preciso de uma viagem e eu queria ver seu bagageiro”, pediu o passageiro. Pedro estranhou, mas abriu a porta do compartimento.

O cliente aprovou: “Aí, rapaz, vai dar certinho”. Aí chamou o filho: “Será que cabe?”. “Cabe”, respondeu o jovem. Então apontou para a caixa que estava ao lado, informando que gostaria de levá-la.

“Tinham uns negócios se mexendo, aí eu bati e eram dois porcos dentro da caixa. Falei: ‘não dá, sinto muito’. Tinha lavado o carro. Até hoje meus colegas ainda me perguntam: ‘Oh, Pedrão, e os porcos?’”.

Foto: Cazo
Motorista detetive

Motorista detetive: Para agradar a cliente, a motorista Rosângela Nóbrega Ravaneli já assumiu a função de detetive, seguindo namorados junto com a companheira ou companheiro desconfiados de traição.

“Chamam e a gente vai seguindo. O carro nem percebe que a gente está seguindo, porque é um carro estranho. Aí a gente vai seguindo, às vezes a pessoa está no bar ou casa de um amigo. Às vezes é desconfiança, a pessoa está insegura”, explica.

Mas ela não garante respaldo caso a situação chegue a um nível mais arriscado. “Aí não vou ficar, vou embora, né? (risos)”, afirma.

Foto: Cazo
Calmante Alcoólico

Calmante alcoólico: Um episódio de tensão acabou tendo um desfecho que o taxista Antonio Aparecido dos Santos Costa conta com tons cômicos. Quando ainda trabalhava em São Paulo, antes de se mudar para Americana, foi assaltado durante o serviço e levado para uma favela junto com um passageiro.

“Eu pensei que ia morrer naquele dia. Graças a Deus só levaram dinheiro mesmo”, relata. Prestes a ser liberado, fez um pedido inusitado ao assaltante. “Meu amigo, você já levou tudo que você tinha que levar. Tem como você deixar dois reais pra mim no painel do carro?”, questionou.

O criminoso estranhou e perguntou o motivo. “Pra eu tomar de pinga, cara”, revelou. A intenção era fazer passar a tremedeira e o nervosismo que o momento causou. “E eu nem bebia. Cheguei na banquinha, peguei R$ 2 de pinga, tomei e parecia água”, conta, rindo.

Foto: Cazo
Beijo na marra

Beijo na marra: A motorista de aplicativo Lilian Salvarani conta que os homens que são seus colegas de profissão também sofrem muito assédio. “Eu tenho amigo que chegou a contar que foi deixar uma mulher no Parque do Lago, em Santa Bárbara d’Oeste, e tomou uma ‘chave’, porque ela queria beijar ele.

Acontece muito”, relata. “Não só de mulher, mas também de homem. Às vezes, quando você percebe, ele está com a mão na sua perna”, acrescenta o motorista Reginaldo Franco Barbosa.

Foto: Cazo
Carro-vestiário

Carro-vestiário: Acostumado a ter seu carro utilizado pelos passageiros apenas como um meio de transporte, Reginaldo Franco Barbosa viu uma cliente dando uma nova função para o veículo.

“Ela se trocou dentro do carro. Ela é casada, arrancou tudo dentro do carro e vestiu a ‘roupa de solteira’. E levei ela para o destino dela, que era uma balada”, relembra.

Em outro caso, ele foi surpreendido por um topless. “Teve uma vez que uma fez assim: ‘olha aqui, Uber’, e levantou a camiseta”, conta.

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