Barretos prevê 18 unidades fixas até o final de 2019

Atualmente, há nove em funcionamento, que promovem rastreamento de câncer de mama e também de colo do útero


O Hospital de Amor de Barretos prevê 18 unidades fixas de rastreio de câncer de mama e colo do útero até o final do ano em todo o País. Atualmente, há nove unidades em funcionamento, que no ano passado realizaram quase 400 mil exames para rastrear esses dois tipos.

A unidade fixa é o primeiro elo da cadeia do trabalho realizado pela instituição no combate ao câncer. Ela atua em conjunto com unidades móveis, as chamadas carretas, em uma busca ativa na população que reside ao redor.

Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal
Hospital consegue oferecer todas as etapas para o combate à doença

Alterações nos exames de rastreamento feitos nas carretas são investigadas nas unidades físicas. É nesse local que os pacientes recebem o diagnóstico e, a partir disso, são encaminhados para as unidades de tratamento.

O Hospital consegue oferecer todas as etapas para o combate à doença, além de atuar para alcançar diagnósticos mais precoces, salvando vidas. Ao invés do paciente ir de fila para fila, de instituição para instituição, ele percorre todo o caminho dentro dessa mesma estrutura integrada.

Com a inauguração dessas unidades fixas, o rastreio estará presente nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Bahia, Sergipe, Acre e Amapá. “A carência existe no Brasil todo. No papel, existe número suficiente de mamógrafos, mas quando vamos checar eles não funcionam como deveriam. Estão com qualidade de imagem comprometida e horas de funcionamento.

Todas as regiões precisam, mas o Hospital de Barretos não tem condições técnicas e nem econômicas de fazer isso”, explicou Raphael Luiz Haikel Jr, da Unidade Móveis de Barretos. “Nós rodamos nessa situação: onde temos financiamento para investimento e custeio”.

O gasto mensal com essas unidades varia de R$ 290 mil a R$ 500 mil, a depender dos serviços oferecidos – como rastreio de outros tipos de câncer, como reto, intestino, pele e próstata, e pequenas cirurgias.

Americana não faz parte da área de rastreamento do Hospital do Amor. Contudo, por meio da campanha Rosa do Bem, organizada pela empresária Maria Fernanda Grecco Meneghel, a instituição envia uma carreta para realização de mamografias nos meses de outubro.

O Hospital do Amor tem um gasto mensal de R$ 35 milhões, dos quais apenas R$ 15 milhões são cobertos pelo SUS. O restante é conseguido por meio de apoios e doações. Todos os atendimentos prestados são gratuitos.

Cada etapa desse processo é pensada para garantir o acolhimento dos pacientes e, ao mesmo tempo, alcançar a excelência no serviço prestado. A Unidade de Prevenção em Barretos, por exemplo, tem capacidade de realizar 300 exames diariamente.

Os cinco mamógrafos do espaço contam com alta tecnologia – a tomossíntese, que trata-se de uma mamografia tridimensional que evita sobreposição das imagens, e também a mamografia espectral com contraste.

“É extremamente sofisticado. Lembra uma ressonância magnética e apenas outras duas instituições no Brasil dispões desse exame, e são privadas. Essas duas tecnologias estão à disposição gratuita para quem precisa do exame”, destacou Silvia Sabino, coordenadora de controle de qualidade em mamografia no Hospital do Amor.

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