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Cultura

Vontade própria

Mariana Godoy reafirma sua opção pelo entretenimento à frente do “Melhor Agora”, da Band

Por Geraldo Bessa / TV Press

21 out 2020 às 14:41

A carreira de Mariana Godoy chegou a um ponto de autonomia onde ela prefere correr riscos a ficar estagnada por força de um contrato. Foi seguindo esse parâmetro que, em 2014, ela decidiu deixar quase 25 anos de jornalismo na Globo para flertar com o entretenimento na Rede TV!.

Mariana Godoy prefere a autonomia do que ficar estagnada por contrato – Foto: Divulgação

Agora, seduzida por um chamado da Band, Mariana decidiu ampliar sua porção comunicadora à frente do “talk show” “Melhor Agora”, programa exibido às segundas, onde recebe anônimos e famosos para uma conversa descontraída. “Fui contratada para apresentar uma produção matinal diária. De repente, a emissora me ofereceu esse espaço no horário nobre e fiquei muito feliz. É um programa que está em total sintonia com o que quero desenvolver profissionalmente neste momento”, explica.

Natural da litorânea Itanhaém, município da Baixada Santista, Mariana ainda estava na faculdade de Jornalismo quando se apaixonou pela tevê. Desenvolta e com facilidade em se comunicar, ela se formou e foi direto para as redações da TV Gazeta e da TV Manchete. Após uma breve passagem pelo SBT, em 1992, fixou-se na Globo, onde participou dos principais telejornais da casa, como o “Bom Dia São Paulo” e o “Jornal Hoje”.

“Me dediquei bastante ao ‘hard news’. Depois de muito aprendizado, senti vontade de mudar e fazer outras coisas”, conta. Já um pouco mais despojada à frente do “Jornal das Dez”, da Globonews, ela optou não renovar seu contrato e, meses depois, acabou assinando com a Rede TV!, onde ficou por cinco anos comandando o “Mariana Godoy Entrevista”. “A RedeTV! me proporcionou essa mudança de área e serei sempre grata pela oportunidade. Pela primeira vez, pude misturar informação e entretenimento. Gostei e quero mais. O que a Band me oferece agora é a versão ampliada dessa experiência”, garante.

Você trocou a Rede TV! pela Band em plena quarentena. O que a levou a mudar de emissora neste momento?

O convite foi muito interessante. Assinei com a Rede TV! no final de 2014 e aprendi muito ao longo desses anos na emissora. Sempre tive vontade de flertar um pouco mais com a área de entretenimento e foi a Rede TV! que acreditou no meu potencial como entrevistadora, por exemplo. A vontade de mudar de ares bateu de novo e a proposta da Band combinou muito bem com o que eu estava querendo fazer.

Nos últimos meses, você retornou ao posto de âncora de telejornal na Rede TV!. Isso a incomodou?

Meu programa de entrevistas estava em quarentena junto com a pandemia e eu estava apresentando um jornal na bancada. Era algo que eu já sabia fazer. Minha origem é o “hard news”. Comecei na TV Gazeta, passei por SBT e Manchete e só na Globo eu fiquei cerca de 25 anos fazendo reportagens e à frente de telejornais. Passei a me questionar o que mais eu poderia fazer de diferente. Gosto de testar coisas novas, conhecer pessoas e ambientes diferentes.

Inicialmente, você foi contratada pela band para apresentar um programa matinal. Mas acabou à frente de um “talk show” no horário nobre. Como encarou essa mudança?

Entrei na Band para fazer parte do time. A proposta inicial era realmente apresentar um matinal diário, mas quando me ofereceram o programa noturno, fiquei feliz e preferi fazer o “talk show” semanal. A Band tem gente com muita experiência em programação e conteúdo. A emissora conhece seu público e suas necessidades muito melhor que eu. Estamos juntos.

Como foi o processo de idealização e produção de um programa com as limitações impostas pela quarentena?

Foi difícil. Afinal, está todo mundo aprendendo com esse momento. O cenário é enorme e a distância física entre todos os profissionais fica bem nítida. A questão dos convidados é bem delicada. Estamos usando vídeo-chamada para alguns e chamando pessoalmente apenas aqueles que não pararam de trabalhar. Acho bem difícil não poder abraçar, tocar, chegar muito perto. Fico me policiando o tempo todo nas gravações.

Algumas ideias do programa matinal acabaram indo parar no “talk show”. Como foi esse reaproveitamento?

Trabalhamos algumas semanas no primeiro projeto. Jogar tudo fora estava fora de cogitação. Algumas das ideias combinaram muito com a proposta do “Melhor Agora”, uma delas é o quadro “Nó na Crise”, que retrata a criatividade do brasileiro de se reinventar e superar as dificuldades. Alguns convidados também foram reaproveitados, como o filósofo da “quebrada” Audino Vilão, e a Verônica Oliveira, do perfil “Faxina Boa”, do Instagram. São pessoas que têm muito a dizer em qualquer formato e projeto.

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