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OUTRO CLIMA

Thiago Rodrigues: um reencontro com o Brasil

Depois de dois anos em Portugal, ator valoriza papel de vilão em “Amor Sem Igual”

Por TV Press

11 Maio 2020 às 09:46 • Última atualização 11 Maio 2020 às 09:47

Para Thiago Rodrigues, “Amor Sem Igual” marca um reencontro com o Brasil. Afinal, o ator carioca de 39 anos estava há mais de dois anos em Portugal quando, ao receber um convite da Record, decidiu aceitar a proposta e trabalhar de novo por aqui.

Na pele do ambicioso Tobias, seu personagem da trama de Cristianne Fridman, ele experimenta ainda um tipo para o qual foi pouco requisitado na tevê: um vilão ardiloso e sem o menor escrúpulo.

Thiago Rodrigues – Foto: Divulgação

“Esse foi um retorno ao Brasil muito feliz, porque estou com um personagem muito bom nas mãos, um prato cheio para qualquer ator. Estou me divertindo muito com meus colegas e a equipe”, garante.

Na trama, Tobias é filho do abastado empresário esportivo Ramiro, vivido por Juan Alba. Porém, com problemas de saúde, o patriarca teme morrer, caso não encontre um doador compatível para dar fim à sua busca por um transplante de rim.

A esperança é a filha bastarda Poderosa, mocinha às avessas de Day Mesquita. Órfã de mãe e rejeitada pelo pai, a menina se criou na prostituição e nem desconfia que é herdeira de um verdadeiro império em São Paulo. E, no que depender do meio-irmão, a intenção é que ela não descubra mesmo.

“Tobias quer ser patrão sozinho. Tomar conta da empresa da família sem dividir a herança com ninguém. Ele tenta tirar o pai da jogada e qualquer outra pessoa que entrar no meio do caminho”, atesta.

Para isso, Tobias já planejou o assassinato de Poderosa, mas sem sucesso. Porém, já ficou mais do que claro qual é o ponto frágil na trajetória deste personagem: seu amor por Donatella – ou Doutorzinha, nome “de guerra” da garota de programa interpretada por Sthefany Brito.

Não há dúvidas sobre o que Tobias sente pela moça. Porém, o sentimento ainda não foi suficiente para colocá-lo “na linha”. “Eu acho que qualquer pessoa pode se transformar. Não só pelo amor, mas também com uma tragédia pessoal ou um encontro qualquer. Ele tem esse amor proibido e não sabe lidar com isso”, avalia.

Thiago não tenta achar desculpas para o personagem. Ao contrário. O ator tem plena consciência do quanto uma pessoa como Tobias pode ser nociva.

“Tobias é um canalha, praticamente um psicopata. Um cara que luta pelo que deseja de um jeito muito bruto. Mas, ao mesmo tempo, também é risível, acaba sendo engraçado em certas coisas”, analisa. No entanto, o intérprete também acredita que alguém como o vilão da novela da Record seja digno de pena.

Em seu primeiro trabalho na Record, Thiago valoriza a atual abertura do mercado nacional de teledramaturgia, com vários canais abertos e fechados investindo nesse nicho.

“Nunca senti preconceito nessa movimentação. Se existe, acho uma grande bobagem, um olhar meio vaidoso. Tem muito trabalho bacana para ser feito na Record, por exemplo, assim como na Globo, onde atuei por mais de 10 anos. Eu sou muito grato à emissora, foi lá que comecei. Mas, cada vez mais, vejo as pessoas transitando por esse universo”, valoriza ele, que decidiu sair da Globo para se mudar para Portugal.

“No final da novela, o plano é voltar para Lisboa. Minha casa e minha vida toda estão lá agora”, avisa.

“Amor Sem Igual” – Record – Segunda a sexta, às 20h30.

Aqui como lá
Desde que protagonizou “Malhação”, em 2004, Thiago Rodrigues não teve o que reclamar sobre suas oportunidades na televisão. O ator manteve vínculo com a Globo até 2017, quando optou por rescindir o contrato para tentar a vida em Portugal.

Deu certo: atuou em duas novelas exibidas pela TVI. “Eu tenho um mercado aqui, que é o meu principal, então lutei para abrir um diferente lá. A gente fica um tempo lá, alimenta aquele lugar onde se está abrindo espaço e também vem para cá”, explica Thiago, que assume que outro fator ajudou a dizer “sim” à proposta da Record para interpretar Tobias em “Amor Sem Igual”. “É uma possibilidade de estar mais perto da minha família, do meu filho”, entrega.

Na nova vida lusitana, jura que não enfrentou dificuldades por ser estrangeiro. Ao contrário.

“Os portugueses sempre absorveram muito bem as nossas novelas. Algumas que eu fiz na Globo fizeram muito sucesso lá, como ‘Páginas da Vida’, em 2006, e ‘A Favorita’, em 2008. Então, já há um reconhecimento”, afirma.

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