‘Wicked’ chega nesta quinta ao Teatro Municipal de Americana

Espetáculo “Wicked - A Menina Verde de Oz” revela origens que relativizam perfis de maldade e bondade das duas bruxas do clássico


As pessoas nascem más ou se tornam assim ao longo de sua vida? Este é um dos questionamentos fundamentais da sociologia. Para o filósofo Jean-Jacques Rousseau, o humano adquire a tendência para a maldade em contato com a sociedade. Por outro lado, o também filósofo Thomas Hobbes defendia que as pessoas nascem já com tendência para serem más, devido aos instintos de sobrevivência, e cabe à sociedade humanizá-las.

A mesma pergunta é feita por Glinda, no musical “Wicked – A Menina Verde de Oz”, que estreia no Teatro Municipal Lulu Benencase, às 20h desta quinta-feira, e expande o universo construído pelo clássico “O Mágico de Oz”, mostrando histórias pregressas das duas bruxas retratadas na trama, quebrando maniqueísmos e ponderando sobre suas tendências ao bem e ao mal.

Foto: Divulgação
“Wicked” estreia no Teatro Municipal Lulu Benencase

Investindo em uma cenografia que denota significados em cores quentes, trabalho de efeito especial que inclui voos e projeções, além de performances musicais ao vivo, o espetáculo reúne uma equipe de mais de 50 pessoas, somando elenco e produção, para mostrar que muito antes de Dorothy chegar, duas outras garotas se conheceram na Terra de Oz.

Elphaba, nascida com a pele cor verde-esmeralda, é esperta, ardente e incompreendida. Glinda é belíssima, ambiciosa e muito popular. A peça, que é baseada em um romance de 1995 de Gregory Maguire e fez sucesso na Broadway, traz à tona os segredos que levam Elphaba a se tornar uma bruxa “má” e Glinda a ganhar a simpatia dos habitantes da Cidade das Esmeraldas, se tornando a bruxa “boa”. A intenção é mostrar que toda história tem diversos pontos de vista.

“Ela vai narrar a história de ‘O Mágico de Oz’ por outros pontos de vista. Tem o ponto do mágico em si; tem o ponto de vista da Glinda, que é a ‘Bruxa Boa’, que no decorrer do espetáculo a gente descobre que não é tão boa quanto parece ser; e também tem a história da ‘Bruxa Má’, que é Elphaba, a protagonista do espetáculo, a Bruxa Verde do Mágico de Oz, e que a gente descobre que não é tão má como parece ser”, contextualiza Lucas Frigeri, diretor artístico da peça, ressaltando que, por tais condições, a obra é voltada tanto a jovens quanto adultos.

Nos efeitos especiais, há voos de ambas as bruxas. “A Glinda, como no ‘Mágico de Oz’, ela viaja através da bolha. No Wicked vai até explicar de onde surgiu essa bolha, o que é essa bolha e por que ela usa”, explica Lucas. Outro elemento utilizado são projeções mapeadas, adaptadas às superfícies onde reproduzem formas e cores.

No elenco, 38 atores, incluindo artistas experientes em musicais e com vocalização erudita.
“Wicked” é produzida pela Catavento Produções Artísticas, de Nova Odessa, e vai circular por outras cidades a partir de 2019, revela o diretor.

ACONTECE: “Wicked – A Menina Verde de Oz” será apresentada nesta quinta-feira, às 20h, no Teatro Municipal Lulu Benencase. Os ingressos custam R$ 70 (inteira), R$ 35 (meia e promocional antecipado) e podem ser comprados na bilheteria ou em www.tudus.com.br – Rua Gonçalves Dias, 696, Jardim Girassol.

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