Espetáculo ‘Trair e Coçar’ recupera a vitalidade aos 33 anos

Versão mais recente reforça o formato vaudeville que inspirou texto original do autor Marcos Caruso nos anos 1980


Em 26 de março de 2019, a peça teatral “Trair e Coçar é só Começar” completará 33 anos ininterruptos em cartaz. Criado por Marcos Caruso, o espetáculo acumula um total de cerca de seis milhões de espectadores em quase nove mil apresentações, desde sua estreia, em 1986, no Rio de Janeiro, o que conferiu sua presença no Guinness Book (o livro dos recordes) nas edições de 1994, 1995, 1996 e 1997.

Em meio a tanto tempo de existência, veio a necessidade de repaginações para manter sua vitalidade. A versão que chega ao Teatro Iguatemi Campinas neste final de semana e fica na cidade até o dia 20, segundo o diretor José Scavazini, recuperou o formato de vaudeville (comédia ligeira baseada na intriga e no equívoco) e busca adicionar “vida à técnica” em algumas cenas.

Foto: Divulgação
O espetáculo de humor que está há mais tempo em cartaz no Brasil inicia nova fase

Amigo pessoal de Caruso, com quem trabalhou antes de assumir a peça, Scavazini assumiu “Trair e Coçar” há oito anos. Quase 100 atores passaram pela peça desde sua estreia, entre eles, Suely Franco, Denise Fraga, Rômulo Arantes e Mário Cardoso. No elenco atual, a famosa personagem criada por Marcos Caruso é interpretada por Anastácia Custódio. Completam o elenco Carlos Mariano, Mario Pretini, Tãnia Castello, Carla Pagani, Miguel Bretas, Ricardo Ciciliano, Siomara Schröder e Ernando Tiago. A direção original e concepção é de Attílio Riccó.

O enredo é permeado por supostas infidelidades envolvendo diferentes casais. “Uma comédia feita de confusões”, como define o diretor. “Ao desenvolver esse processo inicial, me deparei com um problema muito grande. A peça, até então, tinha um critério muito rígido na parte técnica. Os atores que entravam na peça para substituir determinados papéis, durante um período, obedeciam criteriosamente as marcas, as entonações e os timbres do que o outro ator fazia. As coisas estavam muito no automático. Funcionavam, a plateia ria muito, mas elas não tinham a vivacidade, o frescor das interpretações. Então, aos poucos, minha marca foi procurar dar vida à técnica, ou melhor, equiparar vida à técnica”, explica.

Percalços. Para ele, o segredo do sucesso de décadas está em um texto com situações hilariantes e um elenco que conseguiu manter a qualidade cênica. Mas revela que o caminho para essa manutenção tem percalços.

“Hoje eu sinto na maioria do elenco, principalmente nos mais velhos, uma relação de um amor muito grande pela peça, que faz a gente passar por cima de muitas dificuldades, como é o caso de quando a gente tem pouca bilheteria e problemas que surgem, porque uma peça com 33 anos em cartaz é recheada de sucessos, momentos maravilhosos, e momentos difíceis, como discussões, brigas. E as pessoas, para manter essa chama acesa, precisam se dedicar de uma forma diferente do que a um projeto que você fica quatro meses, seis meses ou um ano em cartaz”, avalia.

ACONTECE: A peça “Trair e Coçar é só Começar” estará em cartaz até o dia 20 de janeiro no Teatro Iguatemi, nas sextas, às 21h, sábados, às 21h30, e domingos, às 19h. A entrada custa R$ 50 (meia) e R$ 100 (inteira) e podem ser comprados na bilheteria ou em www.ingressorapido.com.br. O teatro fica na Avenida Iguatemi, 777, Vila Brandina

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