Diretor de Santa Bárbara participa de curso internacional

Otávio Delaneza foi selecionado para curso com o mestre italiano Eugênio Barba


Foto: Divulgação
Otávio Delaneza volta do curso em Brasília cheio de ideias para serem implantadas na edição de 2020 da Via Crucis de Santa Bárbara

A oportunidade de estar diante de um mestre em sua área de atuação é para poucos. Mais precisamente para 26 pessoas (atores e diretores) que participaram do curso “A Arte Secreta do Ator”, ministrado pelo diretor e pesquisador italiano Eugênio Barba, no início de dezembro, em Brasília. O evento acontece na cidade há 12 anos e é voltado a atores e diretores de toda a América Latina.

Foram milhares de inscrições das quais apenas 16 atores e 10 diretores foram selecionados, dentre eles o diretor Otávio Delaneza. Foram cinco dias de reclusão e imersão na arte teatral, através de dinâmicas e reflexões promovidos pelo próprio Barba em uma fazenda, aos arredores da capital brasileira.

“Foi uma grande experiência para mim e para minha carreira. O trabalho de Eugênio é voltado ao teatro físico, ao fazer teatro a partir do corpo expressivo. Ele sempre foi uma fonte de pesquisa para o meu trabalho e estar com ele, ver a forma como trabalha e como conduz o grupo, e poder estar ali com outros atores e diretores latinos foi fascinante”, conta. Delaneza foi um dos cinco brasileiros selecionados para o curso.

O curso leva o mesmo nome da obra escrita pelo pesquisador (em parceria com Nicola Savarese), “A Arte Secreta do Ator”, considerado o dicionário do teatro e uma das melhores obras do gênero. Eugênio Barba, 83, é considerado criador do conceito de antropologia teatral. É também fundador dos grupos de teatro Odin Teatret e Theatrum Mundi Ensemble, na Dinamarca, e do centro de pesquisa em teatro ISTA (International School of Theatre Anthropology).

Algo a mais. Para Delaneza, a imersão irá contribuir para a montagem artística da próxima edição do Via Crucis de Santa Bárbara. “O Via Crucis é um trabalho bastante emotivo e, o que Eugênio diz é que, não há necessidade de se ‘rasgar’ em cena, não é o ator que se emociona, ele apenas conduz, ele conta a história com seu corpo e é a plateia quem se emociona. Tudo nasce do corpo, existem artifícios e ilustrar isso para o elenco será muito rico”, antecipa.

As inscrições para o espetáculo estão abertas e os primeiros ensaios começam em janeiro.

Otávio Delaneza é especialista em Direção Teatral e Artes da Cena e atua como diretor do Via Crucis há sete anos. É também fundador da Cia Arte-Móvel, que este ano completou 10 anos, e um dos idealizadores da Mostra de Teatro Cena Bárbara, evento voltado ao fomento das artes cênicas na cidade.

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