Com 44 anos de história, companhia ainda batalha por apoio


Uma das preocupações que rondam o Grupo Corpo, atualmente, é a possibilidade de corte do patrocínio da Petrobras, responsável por 25% do orçamento do Grupo. O apoio da estatal já chegou a representar 80% do financiamento, mas a redução aconteceu ao longo dos anos, aos poucos.

Além disso, o Grupo conta com o apoio do governo de Minas Gerais, instituições de iniciativa privada através de isenção fiscal e o projeto Amigos do Corpo.

“Não sei se a Petrobrás vai renovar. Procuro pensar que eles consideram o Corpo como algo importante. Gostaria que pensassem assim. Temos uma visibilidade no mundo. Quando estamos em Washington ou no Canadá, por exemplo, as embaixadas brasileiras têm orgulho de mostrar que o Corpo é do Brasil. Acho que eles reportam isso às autoridades brasileiras: a importância do Corpo na imagem do País mundo afora. Mas a gente não sabe o que pode acontecer”, conta Paulo Pederneiras.

O Grupo tem buscado expandir o Amigos do Corpo, apoio de pessoas físicas, porque acredita ser uma forma de valorização do trabalho como iniciativa da sociedade civil: “O Amigos do Corpo precisa expandir. É tão bom quando você sente que é o público, uma parte da sociedade diretamente, que está mantendo aquilo que acha importante existir. Isso, na cultura, é muito importante”, continua Pederneiras.

A companhia, que é uma instituição sem fins lucrativos, ao longo de seus 44 anos de trajetória, se estabilizou em formato inexistente entre os grupos privados de dança no País.

Atualmente, comporta a manutenção de 60 funcionários registrados pela CLT, com os direitos trabalhistas previstos em lei, além das contratações pontuais, de acordo com as necessidades de cada produção. O contrato junto à Petrobrás tem vigência até o fim do ano.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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