Ator vive as dores e as delícias de ser Chaplin

Jarbas Homem de Mello interpreta o cineasta em musical que chega nesta sexta-feira a Paulínia


De maneira lúdica, “Carlitos” comoveu por diversas vezes o então adolescente Jarbas Homem de Mello, que ria e chorava diante da ingenuidade expressada pelos personagens do ator para lidar com as maldades do mundo. “Era o meu herói, um sobrevivente que apesar das dificuldades que enfrentava por ser um excluído, mantinha a doçura e o amor pelo próximo”, conta o ator brasileiro que se tornou adulto e desde o ano passado vive a experiência de interpretar seu ídolo no espetáculo “Chaplin, O Musical”, que chega nesta sexta-feira e sábado no Theatro Municipal de Paulínia.

Foi o papel que mais exigiu tempo e estudo de Jarbas. “Fiquei imerso em estudo por sete meses, fiz aulas e cursos de tudo que achava importante, desde violino até aulas de patinação e circo. Queria entender a fisicalidade desse homem, que caminhos o levaram a encontrar esse personagem. Essa busca perdura até hoje e com certeza me acompanhará até a última récita. Com certeza sou um artista melhor desde que Chaplin entrou na minha vida”, aponta o ator.

Foto: Cristina Almeida
Após temporadas de sucesso pelas capitais, montagem começa turnê pelo interior

Sua caracterização leva cerca de uma hora. Só para Jarbas, estão reservadas duas perucas, 20 bigodes e três bengalas. Ele dá vida ao grande astro de cinema dos 13 aos 82 anos: “O desafio aqui é conseguir fazer essa curva dramática porque é a história de um homem contada com diversos timbres de voz, com diversos gestuais, com a coluna mais ereta, com a coluna mais curvada”, conta.

Ao redescobrir a trajetória e obra do ator e cineasta, a identificação do protagonista com o protagonizado cresceu. “Ele era um homem que lutava por justiça, por igualdade, por liberdade. Minha admiração por ele só aumentou à medida que fui aprofundando meus estudos na sua obra e entendendo em que momento da sua vida pessoal e da situação política socioeconômica o mundo se encontrava. Ele usou sua arte para expressar seus sentimentos e a comédia como um espelho da humanidade. Nisso eu me identifico totalmente com ele”, afirma.

Neste mês, o espetáculo vai passar pelo Rio de Janeiro, Paulínia, Belo Horizonte e Porto Alegre. No elenco, também estão Juan Alba, Paulo Goulart Filho, Myra Ruiz, Naíma e Helga Nemeczyk. Claudia Raia atua mais uma vez nos bastidores com todo o seu expertise em musicais. Ao lado de Sandro Chaim, ela produz a versão brasileira do espetáculo, que ganhou o Prêmio Cenym como Melhor Musical e levou o Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Cenografia. “Muita gente perguntava quando Chaplin ia ganhar uma turnê neste novo momento. Então, ouvimos esse pedido e vamos fazer isso acontecer em outubro. A cada final de semana, uma cidade diferente receber o espetáculo”, comemora Claudia. A versão brasileira é assinada ainda por Miguel Falabella.

ACONTECE: O espetáculo “Chaplin – O Musical” será apresentado nesta sexta-feira, às 21h, e no sábado, às 17h e às 21h. Os ingressos custam de R$ 75 a R$ 160 e podem ser comprados na bilheteria, em www.ingressorapido.com.br, pelo email vendasvip@chaimproducoes.com ou telefone (11) 97242-8098.

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