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Cultura

‘Super Dança dos Famosos’ perde dinamismo com esquema mata-mata

A competição tornou-se mais segura para os envolvidos, mas tirou um pouco da emoção de antes

Por Márcio Maio / TV Press

06 jun 2021 às 10:52 • Última atualização 06 jun 2021 às 10:53

Assim que ficou definido que este seria o último ano do “Domingão do Faustão”, na Globo, criou-se uma expectativa grande sobre o que a temporada final reservaria ao programa. Afinal, foram mais de 30 anos ocupando as tardes e o começo das noites de domingo da emissora. Daí a necessidade de apostar no que de melhor foi produzido até hoje.

Porém, com a pandemia do novo coronavírus, não é qualquer quadro que pode ser feito com facilidade. O “Dança dos Famosos” é um dos que enfrentam dificuldades, visto que seus competidores não ficam confinados e, pelo menos entre os professores e os alunos existe contato físico. Com isso, para não abrir mão da competição – e depois de uma edição problemática no ano passado, com alguns casos de participantes infectados –, o jeito foi mudar a dinâmica da disputa, que foi batizada de “Super Dança dos Famosos” pela produção.

A competição tornou-se mais segura para os envolvidos, mas tirou um pouco da emoção de antes – Foto: Divulgação

Tornou-se mais segura para os envolvidos, mas tirou um pouco da emoção de antes. Além disso, há certa sensação de “déjà vu”, já que os 18 participantes são nomes que já ganharam ou chegaram bem perto de ganhar a competição em alguma edição passada. Paolla Oliveira, Claudia Ohana, Odilon Wagner, Mariana Santos, Arthur Aguiar, Maria Joana, Marcello Melo Jr., Sophia Abrahão e Rodrigo Simas foram alguns dos convidados.

Provavelmente para evitar a presença constante dos competidores nos estúdios, o esquema agora é na base do mata-mata. No mesmo dia, os competidores se apresentam em mais de um estilo e, ao final, apenas uma dupla garante vaga direto para a semifinal. Os desclassificados retornarão, no futuro, para uma repescagem.

A estratégia pode até ser mais adequada para um momento de pandemia. Mas, verdade seja dita: uma das características mais interessantes do “Dança dos Famosos” era justamente acompanhar a evolução dos participantes a cada apresentação. Quando elas acontecem no mesmo dia, essa percepção se perde.

Competições como a do “Dança dos Famosos” também envolvem torcidas. Mas, com o formato de uma decisão a cada domingo, fica difícil para quem assiste eleger um favorito. Como consequência, a produção corre o risco de não conseguir fidelizar seu público. Afinal, cada vez mais os reality shows mostram que muitos telespectadores se engajam em votações para salvar seus favoritos ou, às vezes, eliminar os participantes dos quais não gostam. Porém, com três pessoas diferentes concorrendo a cada semana – isso quando não há uma baixa, como aconteceu recentemente com Arthur Aguiar. O ator teve uma contusão durante os ensaios e, com isso, foi direto para a repescagem.

Por outro lado, como não se trata do único plano da Globo para o “Domingão do Faustão” antes da mudança do apresentador Fausto Silva para a Band, o “Super Dança dos Famosos” funciona como uma espécie de teste. Já certa a realização de mais uma edição do “Show dos Famosos” neste ano, por exemplo.

A produção, no entanto, demanda uma caracterização que normalmente é bem minuciosa e, consequentemente, demorada. Assim, fica bem mais complicado exibir duas ou mais apresentações de um mesmo concorrente em um único dia. A não ser que se abra mão do ao vivo. Mas, aí, a segurança não chegaria a ser a mesma e, além disso, exigiria uma agenda mais livre dos jurados.

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