Sarau ‘Desapaixonados’ completa três anos e retoma origens

Projeto de poesia une música, arte, declamaçãos, discotecagem e food trucks no Espaço GNU neste domingo


A Teoria da Relatividade explica que as duas coordenadas essenciais para nossa existência são espaço e tempo. E no que diz respeito a elas, edição do Sarau dos Desapaixonados que será realizada neste domingo está bem alinhada: celebra seus três anos de existência e retorna para o Espaço GNU Lab – Arte & Bar, onde tudo começou e por onde foram criados inúmeros laços afetivos. Para a festa, cinco atrações musicais independentes, 18 expositores de arte, declamação de poesias, discotecagem, food trucks e arrecadação de doações para uma casa de acolhimento LGBT como entrada.

Tudo começou em 2015, quando Gabriel Cordeiro e Karina Pilotto conversavam sobre falta de espaço para os artistas da região. O nome do coletivo, que também tem como membros Christian Euzebio, Lucas Borges e Ully Pizol, veio de uma “bad vibe” envolvendo notícias ruins, relembra Karina. Mas a energia envolvida nas realizações foi contrária, ressalta a organizadora.

Foto: Divulgação
A cada evento o público do projeto foi crescendo e revelando novos artistas de Americana

Da primeira edição que eles organizaram para a atual, o grupo viu o público aumentar gradativamente e chegou a usar o Teatro de Arena para uma das edições, pela qual circularam mais de mil pessoas. Biblioteca Municipal, Dolores House e um campo de paintball particular já foram outras casas do sarau neste período.

“Tem tanta gente que chega pra gente e fala: ‘a primeira vez que eu expus minha arte foi no Desapaixonados’. E tem um exemplo muito legal que eu gosto de dar que é a Laryssa Luiz. Ela expôs as ilustrações dela pela primeira vez quando a gente foi para o Teatro de Arena. E era uma das primeiras, senão a primeira exposição dela, e hoje ela está estudando Artes na FAAL e está detonando no grafite. Tá sendo referência no grafite da região. Tem também o Douglas Prado, que tocou com a gente quando estava no começo, e hoje ele já tá bem estabilizado aqui no cenário da região. É um orgulho”, celebra Karina.

A trilha sonora passeia por diferentes estilos. De Americana, o maracatu do Movimento Baque Mulher FBV, o post-rock instrumental da banda Derrota, que trabalha a divulgação de seu novo disco “xxx”, e o indie rock da Sartre, que vem lançando material que vai compor seu álbum “Tá Todo Mundo Procurando o Seu Lugar”. O indie também sopra ventos de Rio Claro, de onde vem a Vinces Banda, que acaba de lançar o fluorescente videoclipe “O Fim e o Meio”. De Piracicaba, chega o hip hop e trap de Jesus de Black.

Neste ano, o Desapaixonados ainda vai arrecadar como entrada um item de higiene pessoal, que será doado à casa de acolhimento LGBT Casa 1, de São Paulo.

ACONTECE: O “7º Desapaixonados” ocorre neste domingo, das 14h às 21h. Como entrada é solicitada a doação de um item de higiene pessoal. O Espaço GNU Lab – Arte & Bar fica na Rua Padre Avelino Canazza, 258, Vila Galo, Americana.

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