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Cultura

Reynaldo Gianecchini: no seu próprio tempo

Distante da pressão de sua estreia na tevê, Reynaldo Gianecchini exalta a reprise de “Laços de Família”

Por TV Press

26 nov 2020 às 08:13 • Última atualização 26 nov 2020 às 08:32

O mundo é gentil com quem é bonito. E Reynaldo Gianecchini sabe muito bem disso. No entanto, foi na base do esforço e da coragem que ele preferiu construir sua trajetória como ator. “Eu nunca tive medo de críticas. Recebi um monte, mas o importante é seguir em frente, fazer o melhor que puder e se preparar para novos trabalhos”, acredita.

Atualmente, ele tem a chance de relembrar sua decisiva estreia na tevê em “Laços de Família”, atual reprise da faixa “Vale a Pena Ver de Novo”. “A novela não ficou datada e tem a chance de ser vista por uma novela geração. Para mim, é muito bom acompanhar um trabalho sem a ansiedade do momento. É gostoso olhar com mais calma os seus erros e acertos sem se julgar tanto”, ressalta.

Esbanjando bom humor, aos 48 anos, o ator natural da pequena Birigui, interior de São Paulo, exibe a segurança de quem trabalha com o que realmente gosta. Foi essa certeza que o fez trocar as passarelas pelos palcos e estúdios de televisão.

Depois da estreia, ele voltou ao posto de protagonista em produções como “Esperança”, “Da Cor do Pecado” e “Sete Pecados”, entre outras. “Principal ou não, todos os trabalhos têm importância equivalente para mim. Mas é claro que o protagonista exige mais, não apenas por ‘carregar’ a novela, mas também pelo número de cenas”, explica.

De férias da tevê desde o final de “A Dona do Pedaço”, Gianecchini tem aproveitado a quarentena para fazer coisas simples e que não tinha tempo para realizar. “Tenho cantado e dançado, trocado muito afeto com as pessoas próximas, além de ler e ver filmes e séries. Estou achando um período muito fértil, apesar da turbulência”, destaca.

De férias da tevê desde o final de “A Dona do Pedaço”, Gianecchini tem aproveitado a quarentena para fazer coisas simples e que não tinha tempo para realizar – Foto: Divulgação

“Laços de Família” foi sua estreia na tevê. Como era sua vida de 20 anos atrás?
Estava com 28 anos e passando por diversas transformações. Tinha acabado de voltar da Europa, me casei com a Marília (Gabriela) e estava começando a estudar teatro. Na época dos testes, estava em plena temporada da minha primeira peça nos palcos. O momento era intenso, mas sempre fui um cara com muita vontade de aprender e descobrir coisas novas. O teste para a novela surgiu depois que um produtor de elenco me assistiu no teatro. Fui à Globo mais para me inscrever no banco de talentos da emissora, mas acabei ficando com o papel do Edu. De uma hora para outra, tudo mudou.

Em que sentido?
De repente, virei uma pessoa pública. Já era conhecido por ser modelo e namorar uma jornalista famosa, mas a visibilidade de um papel grande no horário nobre é meio assustadora. Você sai de um nicho. É muito bacana receber o carinho das pessoas, mas essa coisa da celebridade também tem pontos negativos, como a total falta de privacidade e as fofocas absurdas, por exemplo.

Qual a maior lembrança que você guarda das gravações?
Tenho muito forte na minha memória o carinho que recebi dos colegas do elenco, principalmente da Marieta Severo e da Carolina Dieckmann, com quem eu mais trabalhava. De “cara”, fiquei em choque ao ser par romântico da Vera Fischer, a musa a quem eu cresci assistindo. E ela foi tão generosa. A Juliana Paes começando comigo também me marcou. Apesar de não termos contracenado muito, tenho um enorme carinho pelo o que a gente viveu junto nos bastidores. Por fim, acho que minha principal lembrança era a constante sensação de não conseguir dar conta daquele trabalho todo, já que eu não tinha experiência nenhuma.

 Em que momento esse receio passou e você relaxou?
Esse relaxamento só aconteceu no final. Estava sempre atento a tudo. Assistia às minhas cenas repetidas vezes para ver onde poderia melhorar. Estava dando o meu melhor, mas voltava para casa todos os dias achando que não era o bastante. Na última semana de gravação, percebi que o trabalho teve o efeito esperado. Me orgulho dessa dedicação e acho que ela foi importante na continuidade da minha carreira.

Assim como a exibição original e outras reprises, a atual transmissão de “Laços de Família” faz sucesso no “Vale a Pena Ver de Novo”. Por que você acha que a trama causa essa mobilização no público?
É muito bem escrita, com diálogos sensíveis e personagens bem construídos e de fácil identificação com o público. Além disso, tudo é embalado por uma trilha sonora de Bossa-Nova maravilhosa e ambientado em um Rio de Janeiro deslumbrante. Nada disso, entretanto, seria tão legal se realmente não tivesse uma boa história junto.

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