26 de fevereiro de 2021 Atualizado 14:30

8 de Agosto de 2019 Atualizado 13:56
MENU

Publicidade

Compartilhe

Televisão

Rafael Sardão: em clima de despedida

Prestes a finalizar o trabalho em “Amor Sem Igual”, ator relembra gravações em meio à pandemia

Por Caroline Borges - Tv Press

18 jan 2021 às 15:50

Com o fim de “Amor Sem Igual”, Rafael já está escalado para a série “Ameaça Invisível”, onde contracenará ao lado da esposa Karen Júlia - Foto: Divulgação - Record

Rafael Sardão tem uma boa experiência com televisão. O ator de 39 anos estreou no vídeo em 2007, quando participou de um docudrama realizado para o extinto jornalístico “Linha Direta”, da Globo. De lá para cá, ele foi fortalecendo sua relação com o veículo, colecionando trabalhos variados e diversos.

No entanto, a trama de “Amor Sem Igual”, da Record, apresentou um novo universo do audiovisual para Rafael. Ao retornar aos estúdios para gravar a segunda fase da novela, após o período de isolamento social, o ator viu todo o seu processo de atuação ser reformulado em um curto espaço de tempo.

“Foi um desafio artístico. Precisávamos nos reeducar, sem muito contato, mantendo distanciamento na cena. Além de todas as regras de segurança no dia a dia das gravações. Mas também foi muito agradável reencontrar todos os colegas de trabalho, que acaba sempre virando um pouco família também”, afirma Rafael, que vive o protagonista Miguel.

Primeira trama inédita a voltar ao ar, o folhetim termina amanhã, dia 18. Na história, Miguel é um pacato agrônomo, de caráter ilibado. Ao longo dos capítulos, o rapaz cruza o caminho de Poderosa, uma garota de programa interpretada por Day Mesquita. Apesar de não compreender os sentimentos que nutre por aquela mulher, Miguel acaba cada vez mais envolvido, buscando ajudar Poderosa em sua confusa vida.

“O Miguel é um sujeito muito do bem e boa praça. Se tivéssemos uma pandemia na trama, eu acredito que o Miguel iria gastar os seus dias nas suas plantações, cuidando de suas plantas e respeitando o distanciamento social. Acredito que o Miguel não sofreria também de estar na sua casa durante uma pandemia”, defende.

Participando de um enredo contemporâneo, Rafael não teve dificuldades para compor o personagem. Ele seguiu algumas orientações de referências de filmes e livros da direção da emissora. A ideia era encontrar um tom original para o personagem.

“Nesta novela, particularmente, não preciso fazer uma construção de personagem muito grande. Ele é muito mais próximo de mim. Então, meu trabalho nesse sentido foi muito minimalista. Trouxe muito de mim para ele, e isso ajudou muito na construção inicial do personagem. Somei um pouco das minhas características pessoais”, explica.

Apesar da estreia no programa policial da Globo, Rafael encontrou sua maturidade como ator na Record. Ele está na emissora desde 2011, quando participou da novela adolescente “Rebelde”.

Ao longo dos anos, ele também integrou o elenco de projetos, como “Pecado Mortal”, “Os Dez Mandamentos”, “A Terra Prometida”, “Apocalipse” e “Jezabel”.

O Miguel é seu primeiro protagonista na casa. “Eu sempre fui muito bem recebido na Record, me sinto confortável. As coisas foram acontecendo. Durante todo esse tempo, tive a chance de trabalhar com diferentes autores e diretores da casa. Foi onde realmente me descobri ator”, valoriza.

Reposicionamento “online”
A pandemia do novo coronavírus não trouxe impacto apenas na agenda profissional de Rafael Sardão. Durante o período em que esteve em casa, o ator começou a repensar alguns aspectos da sua vida, como o uso das redes sociais. “Acho que a pandemia me forçou a ter mais disciplina para não gastar todo o meu tempo em redes sociais e futilidades do nosso cotidiano. O excesso de redes sociais e coisas que fazem você perder tempo em vez de aproveitar o tempo me deixou bastante incomodado no início da pandemia. Até que refleti sobre e percebi que o caminho era trazer rotina e disciplina para os meus dias. Passei a dormir melhor, inclusive depois dessa decisão de focar em coisas produtivas”, aponta.

O ator enfrentou o isolamento forçado ao lado da esposa, Karen Júlia. Os dois buscaram ocupar boa parte do tempo com lazeres culturais. “Tem usado esse tempo de forma produtiva. Fico em casa com minha esposa, Karen Júlia, e procuro fazer coisas diferentes. Escrever, ler bons livros e maratonar boas series. Enfim, me alimentar de cultura. Além da minha prática de ioga e meditação”, ressalta.

Publicidade