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Cultura

Quatro novos filmes e a chance de ver os clássicos de Bergman, Visconti e Scola

Por Agência Estado

22 out 2020 às 19:38 • Última atualização 22 out 2020 às 22:05

Pode ser que tenha a ver com a realização da Mostra Internacional de Cinema, remota neste ano e com 198 filmes, e também com o fato de que o público está temeroso em relação à volta às salas. A frequência presencial tem sido reduzida e, por conta disso, os distribuidores temem queimar seus blockbusters. Poucos lançamentos (quatro) e o resgate de clássicos. Na sala Spcine Aleijadinho do Belas Artes, o cinéfilo poderá (re)ver, em película, obras cultuadas de Luchino Visconti, Pier-Paolo Pasolini, Ettore Scola e Ingmar Bergman.

Os Novos Mutantes. A Marvel e a Fox associaram-se para produzir essa aventura distribuída pela Disney, mas que foi considerada tão ruim que foi boicotada pelo próprio estúdio. Será? Os Novos Mutantes são uma criação do roteirista Chris Claremont, contando a história de um grupo de garotos e garotas com habilidades especiais. O diferencial é que o diretor Josh Boone e o corroteirista Kate Lee tentam conciliar o filme teen à John Hughes com um terror à Stephen King. Do elenco participam Anna Taylor-Joy, Maisie Williams, Charlie Heaton, Henry Zaga e Alice Braga.

A Verdadeira História de Ned Kelly. A história do malfeitor bem-amado pelo povo da Austrália e perseguido pelas autoridades do fim do século 19. Há exatamente 50 anos, Tony Richardson, nome de proa do free cinema, fez a sua versão do caso com o rolling-stone Mick Jagger. O australiano Justin Kurzel, de Macbeth e Assassins Creed, ambos com Michael Fassbender e Marion Cotillard, conta agora a “verdadeira história”, o que deixa subentendido que a de Richardson talvez fosse só uma fantasia romântica. No elenco, Russell Crowe, Charlie Hunnam, Nicholas Hoult e Essie Davis, mulher do diretor, mas quem faz o bandoleiro é George McKay.

Como Cães e Gatos 3 – Peludos Unidos. Há quase 20 anos, em 2001, surgiu a franquia baseada na guerra entre cães e gatos, lutando para ver qual espécie permanece como favorita dos humanos. Passado todo esse tempo surge o 3. Um vilão consegue destruir uma trégua de dez anos e o mote agora é reunir de novo os peludos. O diretor Sean McNamara criou fama com filmes jovens – Na Trilha da Fama, Bratz, Soul Surfer, Miracle Season, etc. Não é para desanimar ninguém, mas a crítica caiu matando.

O Roubo do Século. O longa argentino de Alex Winograd teve a sua estreia atropelada pelo fechamento dos cinemas em março. Baseado em fatos, mostra grupo que se une para assaltar banco durante uma daquelas intermináveis crises econômicas que estão sempre assolando o país vizinho. A originalidade é que o grupo heterogêneo cava um túnel até o cofre, e ninguém percebe. O mesmo episódio de 2006 inspirou a série cultuada La Casa de Papel, que tomou outro rumo. O elenco é cheio de nomes conhecidos: Diego Peretti, de O Médico Alemão, Guillermo Francella, de O Clã e O Segredo Dos Seus Olhos, Johanna Francella, filha de Guillermo e protagonista da série Golpe al Corazón.

Clássicos do Belas Artes. Essa programação para cinéfilos privilegia filmes em 35 mm, para (re)ver em película. Pode até ser a última chance, quem sabe. São títulos como Morte em Veneza, de Luchino Visconti, nesta sexta, 23, às 16 h, e Um Dia Muito Especial, de Ettore Scola, às 20h30. Os Contos de Canterbury, de Pier-Paolo Pasolini, no sábado, às 20h30. Morangos Silvestres e O Ovo da Serpente, dois de Ingmar Bergman, na segunda, 26, às 20h30, e na terça, às 16 h. E Amores Expressos, de Wong Kar-wai, na quinta, 29, às 20h30.

FILMES IMPERDÍVEIS DA 44ª MOSTRA DE CINEMA DE SP

Dias: Tsai Ming-liang, seu ator-fetiche Lee Kang Sheng e a solidão nas grandes cidades.

Não Há Mal Algum: O iraniano Mohammad Rasoulof ganhou o Urso de Ouro em Berlim por essa discussão sobre pena de morte e moralidade.

Mães de Verdade: A japonesa Naomi Kawase encontra seu viés para falar de família e maternidade.

Gênero, Pan: O filipino Lav Diaz dá um tempo em seus filmes de oito horas e precisa só de 2h30 para falar de gênero e pansexualidade.

Mulher Oceano: O filme que Djin Sganzerla foi dirigir. Uma escritora brasileira em Tóquio e uma atleta do nado no Rio, o mar que liga as vidas das duas.

Todos os Mortos: Marco Dutra, Caetano Gotardo e o cinema de gênero. Os fantasmas da São Paulo de ontem e de hoje.
l Kubrick por Kubrick: A voz do grande diretor, suas fotos. Gregory Monro constrói uma história só como Kubrick abandona o paletó e a gravata nos sets.

Casa de Antiguidades: O representante do Brasil na seleção de Cannes deste ano. Antonio Pitanga, o diretor João Paulo Miranda Maria e o racismo.

City Hall: Como a política
municipal interfere na vida da gente. Frederick Wiseman filma o prefeito de Boston, Marty Walsh. Racismo, defesa da moradia e do clima. .

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