Projeto ‘traduz’ histórias para alunos cegos e surdos na RPT

Escola polo bilíngue recebeu evento com a contadora Kiara Terra, auxiliada por audiodescrição


Foto: Divulgação
Manhã foi animada na escola do Jardim Amanda, em Hortolândia

Era uma vez, no sítio da vovó, uma galinha chamada Popó e outra galinha que não se sabe que nome tinha. Neste espaço mágico, em um cenário cercado de fitas coloridas, objetos ganham vida e estimulam a imaginação de pequenos e grandes ouvintes, atentos a tudo. Sorrisos, perguntas, palpites, sugestões e muito mais cabem numa história aberta, sobre família, amizade, cidadania, respeito ao próximo e a tudo o que nos cerca, narrada pela conhecida contadora Kiara Terra.

Neste evento, realizado na quadra da Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Renato Costa Lima, no Jardim Amanda, em Hortolândia, nesta terça-feira, coube também respeito às diferenças. Afinal, entre os 594 alunos presentes, dois são cegos e só puderam “ver” com a ajuda da audiodescrição feita por monitores, e oito são surdos e “escutaram” graças ao auxílio da interpretação simultânea em Libras (Língua Brasileira de Sinais) feita pela professora Kátia Regina Curado Cópia.

A contadora também foi orientada a permitir que as crianças cegas pudessem manipular todos os objetos, os tecidos e a decoração.

A iniciativa da prefeitura, por meio da Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia, em parceira do Instituto Estre, visa apresentar aos presentes “Histórias para pertencer ao mundo”. “Aprendi que com algumas coisas, uns objetos, dá para fazer uma história”, comentou o estudante do 2º ano Nicollas Agostini Borges, de 7 anos, um tanto tímido.

“Como somos uma escola polo bilíngue na rede municipal, sempre cuidamos de envolver a todos os alunos, em forma e conteúdo. Temos este cuidado inclusivo, de levar a todos a contação de histórias, algo que fortalece a imaginação”, afirma a diretora Luceli Grizante.

NÚMEROS
Segundo a prefeitura, na rede municipal de Hortolândia há cerca de 700 crianças que participam do programa de inclusão. “Todas estão matriculadas no ensino regular, participando de aulas, ainda que em algum momento tenham alguma atenção específica, relevante para a sua situação peculiar. Mas elas participam de todas as atividades. Isso inclui uma atividade como essas”, salientou a secretária de Educação, Ciência e Tecnologia de Hortolândia, Sandra Fagundes Freire.

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