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Cultura

Progatonistas de ‘Fate: A Saga Winx’ revelam bastidores da série

Por Agência Estado

31 jan 2021 às 07:20 • Última atualização 31 jan 2021 às 09:04

Nos últimos dias, Fate: A Saga Winx esteve entre as atrações mais populares da Netflix em diversos países. A live action foi lançada em 22 de janeiro, após algumas polêmicas sobre o elenco, em meio à grande expectativa de jovens que passaram anos de sua infância assistindo ao desenho italiano O Clube das Winx. A animação de Iginio Straff exibida internacionalmente na TV entre 2004 e 2019 foi referência para a nova produção do serviço de streaming, criada por Brian Young, escritor da série The Vampire Diaries. Em entrevista concedida ao Estadão, os protagonistas da atração comentaram sobre a responsabilidade de dar vida a personagens que fizeram parte do imaginário infantil.

A trama aborda os dramas adolescentes de um grupo de fadas que vive em Alfea, uma escola internato que ensina a usar poderes mágicos. As críticas mais duras envolveram o nome das atrizes escolhidas para interpretar essas fadas e recaíram, principalmente, sobre Elisha Applebaum.

A jovem britânica de 25 anos interpreta a fada Musa que, no desenho, é originária da Ásia. “Fiquei muito triste, porque decepcionei os fãs. Foi uma coisa diferente do que eles estavam esperando. Mas fiz com a Musa o melhor que podia, espero que outros fãs tenham gostado do meu trabalho”, respondeu Elisha.

Sobre a preparação para o papel de uma fada que consegue ler os sentimentos das outras pessoas e usa a música para ter foco, Applebaum conta que preparou uma playlist para Musa, e a principal canção era The Possession Girl, da banda canadense de hardcore Alexisonfire.

Outra frustração da trama envolveu a garota Terra, interpretada por Eliot Salt. Como essa personagem não aparece na animação original, especulava-se que ela teria substituído, a contragosto de muitos, a fada Flora. No entanto, um diálogo da live action derrubou essa teoria. “Eu não deixo isso tomar conta da minha vida, mas é claro que leio algumas coisas. É importante ler o que as pessoas estão pensando. Muitas coisas que eles falam, eu concordo e acho importante que eles estejam sendo ouvidos”, comentou Elliot sobre os debates nas redes sociais. “É uma responsabilidade muito maior fazer as pessoas se identificarem e as winxs se sentirem orgulhosas”, afirmou Precious Mustapha, que vive a fada Aisha, mencionando o apelido dos fãs da história.

Apesar das polêmicas, os seis episódios da série deixaram os telespectadores com vontade de ver mais e já questionando sobre a sequência da produção. “Não sabemos ainda se vai ter uma segunda temporada. Mas eu adoraria ver a Bloom ficar mais poderosa e ter mais controle sobre seus poderes. Tudo pode acontecer”, disse Abigail Cowen, que interpreta a fada principal, Bloom. “Tenho bastante semelhança com ela, como por exemplo a teimosia e a impulsividade.” Em entrevista de Young, divulgada pela Netflix, o escritor de Fate corrobora: “Abigail deu vida para todo o poder, impulsividade e imprudência de Bloom”.

Assuntos para serem abordados em uma, ainda não confirmada, próxima etapa da aventura não faltam. Inclusive, seria uma oportunidade para que Flora e Tecna se juntassem às amigas. Outra possibilidade seria aprofundar mais a história da fada Aisha. Pouco se falou até o momento sobre a biografia da fada que tem poder sobre o elemento água. Entretanto, para se preparar para o papel, a atriz escreveu um diário como se fosse a própria personagem. Conteúdo para uma próxima temporada? Não custa nada ter esperança.

Embora as complexidades de Stella terem tido mais espaço que as de Aisha, em alguns momentos a personagem vivida por Hannah esbarra no estereótipo de loira, linda, popular e rica do ensino médio. No decorrer da temporada, isso se torna menos superficial e, ao falar sobre sua personagem, a atriz Hannah van der Westhuysen confirma uma perspectiva positiva: “Ela é muito mais profunda que isso, não acho que ela mereça a hostilidade dos alunos”.

As tramas envolvendo os especialistas, soldados que ajudam as fadas nas missões, também ainda foram pouco exploradas. Até o momento, eles aparecem mais em encontros e desencontros românticos com as fadas ou lutando em campo. Aliás, Danny Griffin, que vive Sky, conta que fez a maior parte das cenas de ação, mas a produção também tinha um treinador e um time de dublês. “As cenas mais perigosas, nas alturas, mais difíceis, foram feitas por dublês, como a sequência em que entro na floresta.” Fate: A Saga Winx foi gravada na Irlanda: metade das cenas em locações e o restante no estúdio Ardmore.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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