Participação de negros na história de Americana é tema de debate

Encontro ocorre, no sábado, no Casarão de Americana em celebração aos 144 anos de fundação do município


Foto: Arquivo / O Liberal
O ato “O negro na história de Americana”, organizada pelo Unegro e coletivo Batako, começa a partir das 9h deste sábado, no Casarão

Próximo a comemoração dos 144 anos de fundação de Americana, a Unegro (União de negros e Negras pela Igualdade) reforça neste sábado (24), durante encontro no Casarão Salto Grande, o compromisso de inserção dos negros na história da cidade.

O objetivo é trazer discussões de como essa população foi negligenciada ao longo dos anos na história de desenvolvimento do município.

O ato “O negro na história de Americana”, organizada pelo Unegro e coletivo Batako, começa a partir das 9h deste sábado, no Casarão, com diversas programações, entre elas: roda de conversa, atividades lúdicas e exposição de temas com lideranças negras. Haverá também café da manhã, com pratos típicos da culinária afro-brasileira, como canjica, frutos, etc.

O convite é aberto a toda população e a participação é gratuita.

Para a historiadora, pesquisadora e integrante da Unegro, Cláudia Monteiro da Rocha Ramos, realizar este ato próximo a comemoração dos 144 anos de fundação de Americana, que ocorre na terça-feira (27), é de extrema importância, pois é uma maneira de mostrar a participação dos negros para o desenvolvimento da cidade.

“Nós temos provas materiais de que os negros estiveram aqui, uma delas é o Casarão, que é uma prova incontestável que ali houve mão de obra escrava. Os livros não citam como essa mão de obra, ainda que escrava, contribuiu também para o crescimento do município”, relata a historiadora.

Ela diz ainda que esse encontro representa uma luta para que as futuras gerações tenham sua história reconhecida de forma oficial. “Há muitos anos tenho feito pesquisa sobre a história do negro em Americana, e essa participação precisa estar inserida na história oficial, coisa que hoje não está. Na verdade é uma luta pelo direito da minoria, que aqui esteve”.

Realizar o encontro no Casarão do Salto Grande traz muita simbologia para a Unegro. “O Casarão, um solar de mais de 200 anos de existência representa uma prova material da existência dos negros nesta cidade, infelizmente é uma trajetória negada e silenciada”, conclui Cláudia.

Programação:

  • 9h – Café de Quilombo (café comunitário com pratos típicos da culinária afrobrasielira: canjica, frutas, etc).
  • 09h30 – “O negro na história de Americana”- Cláudia Monteiro, histpriadora e pesquisadora da história da Unegro de Americana e Santa Bárbara d’Oeste.
  • 10h – Abertura- Seu Dito Preto da Associação beneficente Quilombo da Paz, com atabaques e cantos afros.
  • 10h30 – Roda de Conversa- Lideranças negras da região, perspectivas de luta e enfrentamento ao racismo hoje e no passado.
  • 11h20 – A tradição do Jongo naregião- Trupe do Interior
  • 12h – Intervalo
  • 14h – Retomada das atividades: “Me gritaram Negra” poema de Victoria Santa Cruz, declamado por Adriana- Trupe.
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