Natal de todas as artes

Nascimento de Jesus, em diversos formatos artísticos, é lembrado por especialistas da RPT


[\img]O Natal, data que visa celebrar o nascimento de Jesus Cristo, é uma das tradições mais antigas do mundo e celebrada por cristãos de todo planeta. Mas, nem só de religião é marcado o Natal. A data ainda envolve muita fantasia, como o Papai Noel, as decorações inspiradas no seu possível local de moradia, o Polo Norte, e também guloseimas e presentes. Não é de hoje que o Natal acaba rendendo frutos na arte.

O maestro Álvaro Peterlevitz, da Orquestra Sinfônica de Americana, lembra que esse tema já embalou diversas obras eruditas sacras, principalmente no período barroco, entre os séculos 16 e 18. Duas trilhas clássicas que sempre estão presentes nessas comemorações são “O Messias”, de George Friedrich Handel, de 1972, e “Oratório de Natal”, de Johann Sebastian Bach, escrita em 1734. “Também há o balé ‘O Quebra Nozes’, de Piotr Ilitch Tchaikovsky, que apesar de não abordar esse tema, está ambientado no Natal. E a ópera ‘João e Maria’, de Engelbert Humperdinck, também não fala de Natal, mas era uma tradição no passado, interpretada todos os anos em Nova York”.

Na literatura, a presidente do Espaço Literário Nelly Rocha Galassi, Maria Lucia Nascimento Capozzi, destaca a obra “Um Conto de Natal”, de Charles Dickens, lançada em 1843. O livro já ganhou diversas versões desde então, sendo uma das histórias mais difundidas da literatura ocidental. “O livro relata dramas de pessoas desfavorecidas e traz o personagem Scrooge, que é avarento. É infantojuvenil, porém agrada a todos”. Na bibliografia luso-brasileira, também é possível encontrar obras que destacam o tema, como poemas de Vinicius de Moraes, Carlos Drummond de Andrade, Manoel Bandeira, Mário Quintana, e Fernando Pessoa.

“E também há representações na nossa arte, como na obra de Cândido Portinari, que por causa de sua religiosidade produziu vários quadros sacros, e inclusive uma capela, para sua ‘nona’, que ainda pode ser visitada na cidade de Brodowski”. Voltando a Charles Dickens, vale ressaltar que a obra inspirou o filme “O Grinch”, estrelado por Jim Carey, em 2000, sob direção de Ron Howard. A sugestão é do cinéfilo barbarense Bruno Trevisani. “Existe um também chamado ‘Feliz Natal’, de 2005 que se passa em plena primeira guerra mundial, que eu gosto muito. É sobre a confraternização que realmente ocorreu entre soldados alemães, franceses e britânicos, que parou a guerra naquela noite, mas que poucas pessoas conhecem. Na comédia, para contrariar um pouco aquela coisa fadonha de todo Natal passar algum filme na tevê aberta sobre a vida de Jesus Cristo, sugiro ‘A Vida de Brian’, do Monty Phyton, que é uma sátira bíblica”, conclui.

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