Voz & Violão: grupo leva música para hospitais da região

Grupo criado por Fabio e Ana Paula Pimenta em 2000 atua em 18 hospitais localizados em Campinas, Indaiatuba, Valinhos, Sumaré e Rio Claro


Com a fé permeando suas frases, Fabio Pimenta conta que em dezembro de 2000 sentiu um sinal de Deus de que deveria iniciar uma ação para ajudar o próximo. A mensagem era clara, segundo o campineiro: “comece com pouco, mas comece hoje mesmo”.

Foi então, que ele decidiu fundar com sua mulher, Ana Paula de Oliveira Pimenta, um grupo para cantar em hospitais. Surgia ali o Voz & Violão, a princípio com quatro pessoas e um rádio gravador. Hoje, são oito equipes espalhadas por diferentes cidades da região.

Foto: Divulgação
Com membros se multiplicando ao longo do tempo, grupo artístico leva música de diversos estilos a pacientes em tratamento na região

Antes da multiplicação dos membros, no entanto, enfrentaram obstáculos como a falta de tomadas nos corredores dos hospitais para ligarem o rádio que reproduzia a melodia a ser interpretada. “Foi quando começamos a cantar repertório à ‘capela’”, conta Fabio.

Hoje, contam com integrantes de Campinas, Indaiatuba, Sumaré, Rio Claro, Limeira, Jundiaí e Porto Ferreira. Eles atuam em 18 hospitais localizados em Campinas, Indaiatuba, Valinhos, Sumaré e Rio Claro.

“Esse movimento conta com colaboradores voluntários de várias igrejas evangélicas, que atendem várias instituições hospitalares. O reflexo disso tem sido a maior procura para que novos colaboradores cheguem até o Voz & Violão”, explica o fundador do grupo.

Diante das canções de louvor com mensagens de fé, amor, esperança, pacientes respondem com alegria e esperança.

“São muitas as experiências vividas ao longo desses 18 anos. Uma delas aconteceu no ano de 2016, quando em uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) nos foi pedido para orar por uma amiga de trabalho, também enfermeira, funcionária da própria instituição e que estava em coma, desenganada pelos médicos. Oramos como sempre fazemos, saímos dali e fomos embora. Logo recebemos a notícia do enfermeiro que nos acompanhou naquela tarde, de que aquela mulher havia acordado e que perguntava: “Onde estão aquelas pessoas que oraram por mim?’”, relata Fabio.

Hoje, ele considera um “presente e privilégio” participar da iniciativa. “Nosso maior aprendizado é que não fazemos nada, mas Deus é que já fez tudo. Somos apenas instrumentos dele nessa terra”, finaliza.

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