Crítica social dá tom do novo disco de David Calderoni

“A Casa Pelada” é o quinto álbum do músico e poeta, que conta até com o ex-senador Eduardo Suplicy entre os participantes de uma das músicas


Dilemas pessoais, crises sociais e um forte apelo político são o ponto de partida de “A Casa Pelada”, quinto álbum da carreira do músico, poeta, cancionista, psicanalista e documentarista brasileiro David Calderoni. Com diversas participações especiais, incluindo a mezzosoprano Inês Stocler e o ex-senador Eduardo Suplicy, o disco fala sobre o “esvaziamento” da sociedade e outros dramas coletivos.

“Esse disco só poderia ser feito pelo fato de, além de músico, eu ser também psicanalista e participante de um movimento acadêmico e político de economia solidária e formas criativas de desenvolver autonomia e automação”, disse David. “Por isso, não dá para separar uma coisa da outra. O que eu escrevo como poeta e o que eu canto, são todas coisas que estão todas conectadas umas com as outras”, ressaltou.

Foto: Marco Paraná - Divulgação
Ao todo, o disco conta com 12 canções e diversas participações especiais

“A Casa Pelada”, primeira canção do álbum e que também dá título ao trabalho, fala sobre o “esvaziamento” da sociedade, a falta de empatia e a migração de pessoas em busca de uma vida melhor. “São dramas coletivos que se intercalam. Chega um ponto em que a gente já não sabe mais onde está a nossa alma, dos amigos, da família, da democracia… onde é que está essa alma? A casa fiou pelada, ou seja, tudo se desencontrou, seja no plano pessoal, social, político”.

Ao todo, o disco conta com 12 canções e diversas participações especiais. Em “Tudo Flui”, David canta ao lado de Inês Stocler, mezzosoprano brasileira consagrada internacionalmente. Já “One Way To Go”, apresenta uma declamação em inglês interpretada por Eduardo Suplicy. Enquanto isso, a “Como Ser Feliz” tem a letra baseada em um livro de contos escrito pela psicóloga Beatriz de Paula Souza, que também empresta seu vocal.

“Em meio a um cenário marcado por guerras, ofensas e preconceitos, encontrou a via do amor como o único e imperativo caminho para avançar”, declama David, resumindo o que entende ser a mensagem final do trabalho: que numa sociedade que tanto prega o ódio, só o amor pode salvar.

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