Movimento vai oferecer oficinas culturais por bairros de Americana

Movimento Cultural Darcy Ribeiro já está com inscrições gratuitas abertas para oficinas de dança e teatro no Antonio Zanaga


Um grupo recém-criado em Americana pretende levar eventos e formações culturais para os bairros da cidade. Trata-se do Movimento Cultural Darcy Ribeiro, que já está com inscrições gratuitas abertas para oficinas de dança e teatro no Antonio Zanaga e ainda pretende formar monitores da própria comunidade em cada região e incentivar o ensino integral. O contato para inscrições: (19) 3469-3663 / 98113-3040.

Foto: João Carlos Nascimento / O Liberal
O educador cultural Heber Pequeno é um dos idealizadores do Movimento Darcy Ribeiro

Núcleo do PDT, o movimento é presidido na cidade por Heber Pequeno, educador que coordenou o projeto Arte e Expressão em Cieps (Centros Integrados de Educação Pública) de Americana no passado e é fundador do Maracatu Estação Quilombo.

“A gente tem como premissa a descentralização da cultura, levar a cultura para os bairros. E a gente tem como objetivo também, em Americana, tentar retomar esse projeto de escolas de período integral. E o primeiro passo do projeto em Americana é essa parceria com o Sabvaz (Sociedade dos Amigos do Bairro Vila Antonio Zanaga). Vamos começar com algumas aulas de hip-hop, teatro e música, mas a intenção é expandir isso para a cidade toda. Então, a gente quer levar essas oficinas para todos os bairros”, afirma Heber.

Atualmente, o núcleo local tem monitores voluntários de teatro, hip hop, música e caratê. “Conforme esses monitores forem chegando e apoiando o projeto, a gente pretende abrir para todas as áreas, como artes visuais e outras mais. E a gente pretende desenvolver eventos nos bairros com cunho cultural. Festa junina típica, por exemplo, para levar realmente o viés da cultura”, acrescenta o coordenador.

Ele afirma que a comunidade vai ser parte efetiva do processo. “Inclusive a ideia é a gente formar monitores da própria comunidade”.

Para Heber, a cidade é carente deste tipo de ação nos bairros. “Nem todas as pessoas têm condição de vir ao teatro ou fazer uma aula de CCL (Centro de Cultura e Lazer), no Centro. Então, acho que nós temos que levar a cultura elas”, argumenta.

Como exemplo, ele cita Medellín, na Colômbia, onde foi comprovado que o investimento em cultura contribuiu para a redução da criminalidade nas comunidades. “A gente já tem provas e eventos que esse investimento em cultura contribui muito para a descriminalização e para mais oportunidade dentro dos bairros. Em Porto Alegre, e em outras cidades do Rio Grande do Sul, o projeto já está bem adiantado. Já ocorrem as oficinas e a descentralização da cultura, e em Fortaleza, no Ceará, eles têm parcerias com o Instituto Dragão do Mar”, finaliza.

As primeiras oficinas do projeto:

• 25/05, às 14h: Hip Hop – Com Ed Cleiton

• 01/06, às 9h: Teatro-infantil

• 01/06, às 14h: Teatro adolescente/adulto – Com Isaías Brugnerotto

LIBERAL VIRTUAL Acesse agora