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Ator

Lúcio Mauro Filho: tudo ao mesmo tempo

Ator relembra paternidade inesperada ao longo das gravações de “Malhação: Viva a Diferença”

Por TV Press

24 Maio 2020 às 08:11 • Última atualização 24 Maio 2020 às 14:46

O trabalho em “Malhação: Viva a Diferença”, que voltou ao ar em abril, marcou uma época intensa para Lúcio Mauro Filho, tanto à frente quanto atrás das câmeras.

Ao mesmo tempo em que participava da história escrita por Cao Hamburger, o intérprete do descolado Roney gravava a temporada da nova versão da “Escolinha do Professor Raimundo” e também integrava a disputa do “Popstar”, “reality show” musical comandado por Fernanda Lima.

Em “Malhação”, Lúcio teve a chance de se aproximar de uma nova geração de atores – Foto: Divulgação / TV Globo

E, mesmo com a agenda atribulada na tevê, o ator tem de encontrar espaço para embarcar na paternidade pela terceira vez.

“Na ‘Malhação’, o Roney era avô e todo dia a gente gravava com um bebê. Eu chegava em casa pensando: ‘como é bom ter um bebê’. Meus dois filhos já eram adolescentes naquela época. No meio de uma loucura de ‘Malhação’, ‘Popstar’ e ‘Escolinha’, eu e minha esposa fizemos um filho. A Liz nasceu ainda na ‘Malhação’. Ela nasceu faltando cinco dias para acabar”, relembra.

Lúcio, que iniciou sua trajetória no Teatro Tablado, fundado por Maria Clara Machado, sempre teve uma essência jovial no vídeo por viver, durante 14 anos, o boa vida Tuco, de “A Grande Família”. Ao longo das gravações, Lúcio foi esclarecendo como o mundo da fama pode ser traiçoeiro.

“Sempre trabalhei com jovens, vim do Tablado, trabalhei como recreador de hotéis e fui Tuco por 14 anos, não é? Usei todo esse meu ‘know-how’ em ‘Malhação’. Falava como o sucesso pode ser passageiro. Quando ‘Malhação’ estourou, lembro que falei que o sucesso é como um bonde. Passa uma vez e a gente não sabe quando vai passar de novo.

Lúcio não só aconselhou o jovem elenco. Ele também recebeu vários ensinamentos dos colegas de cenas. “Tive uma educação dos anos 1970, cheia de machismos e vícios de comportamento social. Eles conseguem fazer com que a gente enxergue as coisas com mais clareza. Foi uma via de mão dupla. Um aprendizado delicioso”, aponta.

Antes de “Malhação”, você tinha apenas algumas breves participações em novelas. Como o folhetim adolescente impactou na sua carreira

Lúcio Mauro Filho
Eu estava trabalhando há 16 anos na linha de shows, fazendo comédia. Fui apresentado ao grande público no “Zorra”, depois em “A Grande Família”, “Sexo Frágil” e “Chapa Quente”. E nesse período ficava sempre a vontade e o gostinho de fazer esse tipo de dramaturgia.

Meus parceiros de trabalho da Globo sempre esperando o Lucinho ficar liberado e a gente nunca imaginava que um programa iria ficar 14 anos no ar, como foi o caso de “A Grande Família”. Quando fiz 10 anos no seriado, pensava que não teria tempo de fazer pai na tevê. Iria fazer avô direto. A profecia meio que se concretizou (risos). Em “Malhação”, eu era pai de uma adolescente grávida.

Tem alguma cena que você deseja relembrar nessa reprise?

Lúcio
“Malhação” tem sequências muito icônicas. O dia do show do Roney na festa junina, quando acontece um monte de coisa ao mesmo tempo. A chegada do pai misterioso do neto dele, ele cantando pela primeira vez depois de tanto tempo e morrendo de medo disso. A apresentação de Guto (Bruno Gadiol) e Benê (Daphne Bozaski) e o discurso lindo da Dóris (Ana Flavia Cavalcanti) são cenas que eu quero muito rever.

Além de “Malhação”, você também participou da temporada de estreia do “Popstar”. Como foi essa experiência com música na tevê?

Lúcio
Fiquei sabendo do convite para “Malhação” alguns dias antes do Natal e, no dia 26 de dezembro, o Boninho me ligou falando do “Popstar”. Em “Malhação”, o Roney era um cantor que tinha feito sucesso nos anos 1980 e eu sempre trabalhei com música, tinha meu projeto com bossa nova. Quando chegou a parte de cantar na novela, o “Popstar” tinha acabado de começar. Então, eu já estava fazendo aula de canto e me sentia muito preparado em cena. Uma coisa ajudou a outra.

Como você está lidando com o período da quarentena?

Lúcio
É um momento difícil porque a gente gosta de frequentar os amigos, ver os parentes. E não ver minha família, minhas irmãs, minha mãe dá uma agonia, mas acho que vem um aprendizado por aí disso tudo. A gente aqui em casa está tentando manter uma rotina. Os empregados que temos aqui estão em isolamento também então a gente está vivendo uma vida diferente, todo mundo cuidando da casa, meus filhos adolescentes estão tomando outra consciência do mundo.