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Cultura

Livro relembra memórias pessoais em meio à ditadura militar no Brasil

Obra de auto-ficção de Paula Macedo Weiss mescla histórias pessoais e acontecimentos políticos com o intuito de conscientizar novas gerações

Por Isabella Holouka

23 abr 2021 às 07:50

Autora do recém lançado livro de auto-ficção “Entre Nós”, que narra suas memórias em meio ao período da ditadura civil-militar no Brasil, a jurista Paula Macedo Weiss, brasileira radicada na Alemanha há 25 anos, reflete sobre a situação política atual brasileira e busca alertar as novas gerações com seu livro. 

A obra foi publicada no Brasil pela editora Folhas de Relva Edições. Na versão internacional, o livro foi batizado com o título “Era uma vez no Brasil”.

A obra conta a história pessoal da autora misturada à história do País. Nascida em plena ditadura, ela acompanhou de perto o caminho que levou à abertura política. Seu pai, Osvaldo Macedo, foi um advogado, jornalista, professor e político brasileiro, filiado ao MDB (Movimento Democrático Brasileiro), atuante na oposição à ditadura militar e ativista pelos direitos do cidadão brasileiro. A herança política de Paula através dos pais dá o tom ao livro, segundo nota divulgada à imprensa.

Paula Macedo Weiss é responsável por promover um fluxo intenso de projetos culturais entre o Brasil e a Alemanha, e atua em conselhos de instituições culturais em Frankfurt e em São Paulo – Foto: Divulgação

“Eu achei que, para contar essa história de forma convincente e autêntica, eu teria de conta-la da forma mais pessoal possível. Como a minha vida sempre misturou o político e o público com o privado, o livro também é construído dessa forma. A história do Brasil e a história da minha família convergem em muitos momentos, e eu tive a sorte de, pessoa histórica, como todas nós somos, ter vivido momentos significativos da redemocratização do Brasil, da coxia, observando tudo de perto, como uma testemunha ocular”, disse ao LIBERAL em mensagens de áudio.

“É uma auto-ficção porque realmente a lembrança já é seletiva e as imagens também são distorcidas, tanto emocionalmente quanto pelo tempo. Então é como revisitar lugares e tempos da minha infância e da minha juventude por esse prisma, pelo apelo aos dias de hoje”, justificou ainda.

De acordo com a autora, o livro visa alertar as novas gerações – Foto: Divulgação

Abordando lutas e crescimento, no livro a chegada à vida adulta de Paula coincide com a volta à democracia. Então, a narrativa se encerra em suspenso – e em suspense sobre os rumos do país, depois da última eleição para a presidência do Brasil, já que, segundo a autora, a democracia está novamente em risco.

“O livro é um apelo, ou uma forma de deixar um legado para gerações mais novas, que sempre viveram sob os auspícios da liberdade, sobre como seria e quais os riscos que o país está correndo neste momento se retornarmos a um tempo autocrático”, conclui a autora.

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