Prêmio Oceanos revela os 10 livros finalistas


O Prêmio Oceanos, que recebeu este ano a inscrição de 1.467 livros de 314 editoras de 10 países, anuncia nesta quarta seus 10 finalistas. Concorreram obras de qualquer gênero literário publicadas originalmente em português. Os ganhadores serão conhecidos no dia 5 de dezembro, em encontro no Itaú Cultural.

O angolano Pepetela é o único africano da lista e disputa o prêmio com o romance Sua Excelência, De Corpo Presente. Pepetela, que acaba de lançar no Brasil O Quase Fim do Mundo, é nome frequente entre os finalistas do Oceanos.

São cinco livros de autores brasileiros na lista: Alguns Humanos (Tinta-da-China), de Gustavo Pacheco; A Tirania do Amor (Todavia), de Cristovão Tezza; O Imortal (Companhia das Letras), de Mauricio Lyrio; O Preto Que Falava Iídiche (Record), de Nei Lopes; e Sorte, de Nara Vidal.

De Portugal, concorrem Eliete, de Dulce Maria Cardoso; Ensina-me a Voar Sobre os Telhados, de João Tordo; Luanda, Lisboa, Paraíso, de Djaimilia Pereira de Almeida; e Meio Homem Metade Baleia, de José Gardeazabal.

Cristovão Tezza, o autor do superpremiado O Filho Eterno (2007), é finalista, ainda, do Prêmio São Paulo de Literatura e do Jabuti. Gustavo Pacheco também é finalista do Jabuti.

Este ano, chegaram à final 9 romances e um livro de contos (o de Pacheco) – o prêmio não é dividido em categorias. Uma curiosidade: em 2018, dos quatro autores premiados, três eram poetas. Marília Garcia ficou em primeiro lugar com Câmera Lenta.

Desta vez, não serão mais premiados quatro ganhadores – mas os três de agora vão ganhar um pouco mais. O valor total da premiação, que era R$ 230 mil em 2018, passa para R$ 250 mil este ano. O vencedor ganha R$ 120 mil. O segundo colocado, R$ 80 mil e o terceiro, R$ 50 mil.

O júri foi formado pelos críticos literários Eliane Robert Moraes e Ítalo Moriconi, pelas escritoras Maria Esther Maciel e Veronica Stigger, do Brasil; pela jornalista Ana Sousa Dias, pelo poeta Daniel Jonas e pelo crítico literário Manuel Frias Martins, de Portugal; e pelo crítico literário Francisco Noa, de Moçambique. Em nota, eles destacaram que entre os títulos selecionados “figuram sobretudo narrativas que tratam dos temas da desterritorialização, da inquietação existencial e da sexualidade”.

Os curadores são Adelaide Monteiro, Isabel Lucas, Selma Caetano e Manuel da Costa Pinto. O Oceanos é realizado em parceria com o Banco Itaú, República de Portugal, CPFL Energia e tem o apoio do Itaú Cultural, Instituto CPFL e Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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