Prefeitura quer levar ‘geladeirotecas’ para mais espaços públicos

Após implantação do projeto em praça da Vila Santa Catarina, administração afirma que vai buscar apoio privado para ampliar iniciativa


O acesso à leitura pode chegar a mais espaços públicos de Americana em 2019. Após apoiar a iniciativa do Senac de implantar uma geladeira com livros em seu interior, na Praça Romeu Sturari, que fica na Vila Santa Catarina, em dezembro, a prefeitura informou que vai buscar apoio da iniciativa privada para espalhar mais “geladeirotecas” pela cidade.

A disponibilização das obras literárias na praça ocorreu no dia 12 de dezembro. Jovens aprendizes do Senac, cuja unidade na cidade fica a duas quadras da praça, desenvolveram a ideia e revitalizaram a área de lazer, que também ganhou uma grafitagem. A administração municipal forneceu a geladeira.

Foto: Rodrigo Pereira / O Liberal
Primeira geladeira foi instalada no bairro Santa Catarina neste mês

“Nós teremos uma campanha dentro de todo o município, trazendo as empresas para perto, inclusive já entramos em contato com locais que trabalham com refrigeração para fazer levantamento de geladeiras que não têm mais uso, assim como nos próprios ‘bota-fora’ também, e nós vamos levantar esses equipamentos”, afirma o secretário de Meio Ambiente, Odair Dias.

Ele afirmou que a campanha será iniciada em fevereiro. “O abastecimento vai ser feito pela própria população. Então, não tem problema a pessoa levar o livro embora. A gente vai acreditar na boa fé das pessoas. E outras pessoas também vão deixar lá”, explica o chefe da pasta.

Haverá uma contrapartida em forma de publicidade a quem der apoio. “As empresas que estiverem participando conosco poderão personalizar as ‘geladeirotecas’ de forma institucional, celebrando a parceria com a prefeitura de forma associada ao meio ambiente, e lembrando que essa divulgação é institucional, e não promocional e nem indicativa”, acrescenta Odair.

A praça “adotada” pelos alunos do Senac será herdada por novas turmas que chegarem, explica Daniela Cristina de Queiroz Pavan, docente da área de Aprendizagem da unidade. Para formar o acervo de publicações, estudantes fizeram a arrecadação dos livros entre todas as turmas do período da tarde da escola.

“Uma turma, antes de encerrar o curso, passa para a outra. Fazem uma cartinha dos ‘guardiões da geladeiroteca’ e deixam uma carta como se fossem os guardiões daquele espaço. Quando eles estão para se formar, a turma que está como guardiã passa para a próxima. A intenção dos alunos é que se mantenha”, afirma Daniela.

Para ela, a iniciativa de “adoção” dos espaços gera sensação de pertencimento. “Eles passaram a frequentar, então esse sentimento de pertencer àquele espaço ficou neles. Eles estão em férias e durante as férias eles vão lá para verificar se está tudo certinho, nesse período de chuva ficam preocupados. Ficou essa responsabilidade cidadã”, revela.

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