Clube do livro ‘Leia Mulheres’ chega a Americana

Projeto ganha grupo em Americana e vai discutir livro da ativista Angela Davis na segunda-feira


Há cinco anos, a escritora britânica Joanna Walsh criou o projeto #readwomen2014 (#leiamulheres2014), que consistia basicamente em estimular as pessoas a ler mais autoras, com o argumento de que o mercado editorial ainda é restrito às mulheres. Em 2015, a iniciativa foi implantada no Brasil e hoje já são 116 cidades do País com clubes do “Leia Mulheres”.

Uma delas é Americana, na qual um grupo foi criado em dezembro de 2018 pelas psicólogas Renata Diane e Juliana Praxedes e terá seu próximo encontro na segunda-feira, às 19h, no Unisal (Centro Universitário Salesiano de São Paulo), para discutir a obra “Mulheres, Raça e Classe”, de Angela Davis.

Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal
Psicólogas Renata Diane e Juliana Praxedes criaram grupo local; próximo encontro será segunda, no Unisal

Os encontros ocorrem mensalmente e já foram discutidos nas edições anteriores os livros “Objetos Cortantes” (Gillian Flynn), “Frankenstein” (Mary Shelley), e “Redoma de Vidro” (Sylvia Plath). Inicialmente, as reuniões foram realizadas no Jardim Botânico, mas havia limitações quanto a horários e dias de realização, segundo Renata.

“O clube do livro é aberto e qualquer pessoa pode participar, tanto homens quanto mulheres. A gente escolheu a Unisal por ser um lugar mais acessível, estar aberto à noite e comportar um número maior de pessoas. Será na biblioteca que faremos esses encontros”, explica Renata. A psicóloga conta que inicialmente escolheu junto com Juliana as obras para discussão, mas que no próximo semestre a intenção é abrir para votação dos integrantes do grupo a escolha das obras.

“A gente percebe que as mulheres, durante a história da humanidade, sempre foram um pouco excluídas, principalmente na literatura. Não só na literatura, mas a literatura representa como é a nossa sociedade hoje em dia. Na escola, a gente sempre tem contato com os escritores e as histórias que eles têm para contar. Então, esse projeto faz com que a gente tenha contato com outras histórias, outras perspectivas”, aponta Juliana.

A escolha de “Mulheres, Raça e Classe” se deu a partir da indicação de uma professora. O livro aborda as nuances das opressões, em especial em relação à mulher negra. “As mulheres negras dentro do feminismo ainda são um pouco invisibilizadas, e é uma oportunidade de ter um contato diferente com o feminismo sob a perspectiva de uma mulher negra. Eu sei que a Angela Davis não é do Brasil, mas a gente consegue transpor a história que ela conta, o que aconteceu lá, com a realidade do Brasil em muitas coisas”, acrescenta Juliana.

ACONTECE: O clube literário Leia Mulheres para discussão do livro “Mulheres, Raça e Classe”, de Angela Davis, vai ser realizado na segunda-feira, a partir das 19h, no Unisal, localizado na Avenida de Cillo, 3.500, Parque Universitário. A participação é gratuita.

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