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Cultura

Lados opostos

“Dom”, da Amazon Prime Vídeo, reproduz a história de um dos mais procurados criminosos do Rio

Por Caroline Borges - Tv Press

04 jun 2021 às 07:56

A série conta a história de como Pedro “Dom” (Gabriel Leone), filho do policial Victor, se tornou líder de uma facção criminosa no RJ - Foto: Divulgação - Globo

Boa parte da trajetória de Pedro Machado Lomba Neto, o Pedro Dom, um dependente químico que virou um dos e mais procurados criminosos da cidade do Rio de Janeiro no início dos anos 2000, está a poucos cliques de distância do público na internet. No entanto, ao se reunir com Victor Lomba, pai do criminoso e ex-agente da Polícia Civil, o diretor Breno Silveira conheceu um lado diferente da história já explorada na mídia, que ia além da famosa caminhada de Pedro pelo mundo do narcotráfico carioca.

Pautado pela conturbada relação entre pai e filho, o diretor está à frente dos trabalhos da série “Dom”, que estreia sexta, dia 4 de junho, no Amazon Prime Vídeo. “É uma história de pai e filho e que emociona muito. Inicialmente, pensei que seria uma história de violência e, por isso, tive dúvidas de contar ou não. É, na verdade, sobre a relação dos dois e as relações que o Pedro faz ao longo de sua vida. Gosto de me comunicar e me emocionar com as pessoas através do meu trabalho. Estamos falando de amor e jamais faria esse projeto se não estivesse”, afirma Silveira, que é conhecido por projetos, como “Dois Filhos de Francisco” e “Gonzaga – De Pai pra Filho”.

Em oito episódios, a série, que é produzida pela Conspiração, conta a história de um rapaz da classe média carioca que é apresentado à cocaína na adolescência, colocando-o no caminho para se tornar o líder de uma gangue criminosa que dominou os jornais cariocas no início dos anos 2000.

Como protagonista, a produção apostou em Gabriel Leone, um jovem galã em ascensão na televisão. Ele foi encarregado de dar vida ao famoso criminoso, que foi morto pela polícia em 2005, aos 23 anos. “É uma história que já tem ‘spoiler’, não é? Você entra no Google e sabe tudo o que aconteceu com o Pedro Dom. É uma tragédia familiar. Uma história pesada, densa e complexa. Precisamos ter uma entrega física e psicológica muito forte”, explica Gabriel, que usou lentes de contato azuis durante as gravações. “Nós gravávamos umas 12 horas por dia. No final do dia, eu tirava a lente e demorava um pouco para me reconhecer novamente diante do espelho”, completa.

Pai e filho
Alternando entre ação, aventura e drama, o thriller policial também acompanha o pai de Pedro, Victor, que ingressa ainda jovem no serviço de inteligência da polícia. Com Filipe Bragança, Raquel Villar, Isabella Santoni e Fábio Lago no elenco, a produção mostra a jornada de pai e filho vivendo vidas completamente opostas.

“O amor paternal é quase palpável nessa história. É uma relação tensa em muitos momentos, mas a união deles é quase impossível de romper. O Victor vive uma montanha russa de emoções, muito extremado. Isso reflete na relação com o filho, que é muito parecido com ele”, defende Flávio Tolezani, que interpreta Victor na série.

Com ambientações na década de 70 e nos anos 2000, as gravações da série foram finalizadas em março do ano passado, às vésperas dos primeiros decretos de isolamento social em decorrência da pandemia do novo coronavírus.

“A gente teve uma sorte absurda. Terminamos de gravar e, no dia seguinte, o Rio de Janeiro estava fechado. Todo o trabalho de pós-produção foi bem complexo e feito de forma remota”, explica Silveira. Com cerca de 170 locações, a série contou com gravações na Bahia e em Recife. O diretor evitou ao máximo os trabalhos em estúdios. “Eu gosto de locação. Acho que esses locais trazem as histórias e a realidade. Na favela, o Gabriel era parado por pessoas que conheciam o Pedro Dom e contavam várias histórias. A realidade traz um material muito rico para a ficção”, ressalta o diretor.

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