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Cultura

Há 15 anos no comando do ‘Domingo Legal, Celso Portiolli celebra fase da maratona dominical

Por CAROLINE BORGES - TV PRESS

10 de julho de 2024, às 17h07

O ano de 2024 está recheado de marcos para Celso Portiolli. O apresentador completa 15 anos à frente do “Domingo Legal”, três décadas no SBT e, para fechar, celebra 40 anos de carreira. Todas essas efemérides ainda convergem com uma fase de intensas mudanças para Portiolli no ar. Desde o final de junho, ele tem capitaneado a grade dominical da emissora de Silvio Santos. Com a mudança de Eliana para a Globo, o “Domingo Legal” passou a ser exibido das 11h15 às 18h15, ou seja, sete horas no ar ao vivo.

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A extensa exposição é um reflexo dos bons índices alcançados desde o ano passado até o momento, quando o programa foi vice-líder de audiência, com importantes momentos de liderança no ranking das audiências de São Paulo. “Estou curtindo muito esse momento. Estou animado porque sempre foi um sonho meu ser uma peça necessária no domingo. Eu e o SBT estamos em uma parceria muito legal”, valoriza.

Em nova fase, o “Domingo Legal” mantém quadros que já são consagrados no programa, como “Passa ou Repassa”, “Comprar é Bom, Levar é Melhor” e “Quem Arrisca Ganha Mais”. A produção, porém, também ganhou conteúdos inéditos, como o game-show “Até Onde Você Chega?”, cuja grande atração é um painel com 100 algarismos e cinco níveis. A cada nível, um participante é desafiado a cumprir provas e responder perguntas de dificuldade crescente, podendo ganhar dinheiro, perder o que ganhou ou ainda ser eliminado.

“Fiz muitos programas no SBT. Mas o programa que fixou minha imagem no ar foi o ‘Domingo Legal’. Aprendi muito aqui, temos uma equipe muito boa em estratégia. É um programa que me permite fazer muita coisa. Uma faculdade de televisão”, compara.

O “Domingo Legal”, que está há mais de 30 anos no ar, entrou em uma nova fase recentemente, com sete horas de programa direto. Quais os maiores dilemas e dificuldades de apresentar uma produção por tanto tempo ao vivo na tevê aberta?

Entendo que sete horas de programa pareça muita coisa. Mas antes nós fazíamos quatro horas e meia. Então, tivemos de acrescentar dois quadros de 50 minutos. Além disso, não são sete horas de arte. Temos os intervalos e as publicidades. Acho que não foi uma mudança tão grande assim. Vamos aproveitar alguns quadros que já tinham boa audiência na grade do SBT. O “Domingo Legal” também tem uma extensa galeria de quadros que fizeram sucesso. Temos quadros novos, compramos formatos. Estamos indo com calma e tranquilidade por esse novo caminho.

De que forma?

Temos uma equipe muito boa de estratégia. Quando você muda de assunto mesmo dentro de um programa, a audiência tende a diminuir. Nossa grande preocupação é fazer essa mudança de uma maneira leve para que o telespectador não use o controle remoto.

Com a saída de Eliana da grade, o “Domingo Legal” também herdou alguns quadros do antigo programa da apresentadora, como “Minha Mulher que Manda” e “Famosos da Internet”. Você tem trabalhado para que essas produções ganhem a sua cara?

Estamos aproveitando quadros de boa audiência e bons para venda de anúncios. Eu adorava ver o programa da Eliana. Nem vou precisar assistir aos quadros (para entender). Eu, no entanto, estou sempre apresentando do meu jeito. Nunca assisti aos apresentadores americanos, turcos ou holandeses dos formatos que fazíamos. Simplesmente faço do meu jeito. Gosto de apresentar cada quadro de um jeito.

Como assim?

O “Passa ou Repassa”, por exemplo, é sempre com bastante alegria. O “Comprar é Bom, Levar é Melhor” tem mais conversa e bate-papo. Tem muitas histórias tristes. Então, tento deixar o ambiente mais leve. “Quem Arrisca Ganha Mais” é mais dramático, falo menos. Cada programa tem um jeito.

Em 2024, você completa 15 anos à frente do “Domingo Legal”. Ao longo desse período, sentiu alguma necessidade de mudança dentro da própria emissora?

Estou há 30 anos no SBT. O problema não é ficar em um só programa. Aqui posso implementar vários quadros. É muito bom isso. É muito bom ter um horário fixo na grade. Projetos extras são bons também. Foi ótimo fazer o “Show do Milhão” e o “Topa Um Acordo”. Vamos implementar novos quadros no “Domingo Legal”. Não quero muito é fazer torneio de games. Queremos quadros ao vivo, histórias de emoção. Não só game.

Lá em 2009, quando você entrou no “Domingo Legal”, quais foram as principais dificuldades de assumir um programa que era comandado por Gugu Liberato há tanto tempo?

Herdar um programa é uma dificuldade grande porque sempre tem a comparação. Eu apresentei o “Xaveco”, que era do Silvio (Santos). Naquela época não tinha rede social, então a gente não tinha muito acesso aos comentários. No “Domingo Legal”, eu já tinha Twitter (atualmente X). Mas os twitteiros me ajudaram muito. Pensava muito: será que vou me encaixar? Como vou fazer? Mas o tempo dá conta de tudo. Se tiver apoio da produção e da emissora, acaba dando certo. Não é só comigo que teve troca de apresentadores. Na Globo, muitos trocaram. Com tempo e apoio da casa, o público vai se acostumando com você.

Mesmo com o intenso avanço das redes sociais e do streaming, você acredita em um futuro próspero para a tevê aberta?

Não acredito nem no fim do rádio e nem no fim da tevê aberta. Pode ser que surja uma nova ferramenta que digam que será o fim do Instagram, do TikTok… Recentemente, vi uma pesquisa que mostrava que 64% da tela é tevê aberta. Televisão aberta ainda é um canhão. Tenho amigos empresários que estão reduzindo dinheiro do digital, colocando na tevê aberta e tendo recorde de vendas. Acho que tudo vai virar uma grande tela. O segredo disso tudo será bom conteúdo. Quem fizer bom conteúdo, vai ter audiência.

Em 2021, você descobriu um câncer na bexiga. Como esse diagnóstico impactou na forma que você enxerga a vida?

O diagnostico mudou muito minha visão de vida. Durante dois anos e meio, mudei um pouco o ritmo de vida, viajei mais. Mas vou dizer algo: cansa viajar (risos). Tem uma hora que você acha que aproveitar a vida é isso, mas não é. Aproveitar a vida é fazer coisas que você gosta, curtir a família. Se gosta de ir à praia, vá para a praia. Se gosta de trabalhar, vá trabalhar. Se gosta de pescar, vá pescar. Faça aquilo que você gosta mais de fazer. O que eu gosto mais de fazer é ficar com meus amigos, falar de televisão e de comunicação e viajar com a família. Tenho feito tudo com mais intensidade. Tenho aproveitado mais a vida, curtido esse momento atual que estou muito animado. Sempre foi um sonho meu ser uma peça necessária na grade de domingo. Eu e o SBT estamos em uma parceria muito legal.

“Domingo Legal” – SBT – Domingo, às 11h15.

Case de sucesso

Portiolli construiu sua carreira na televisão aberta ao longo das décadas. Ainda assim, nos últimos anos, o apresentador foi muito bem-sucedido ao se aventurar pelas redes sociais e a internet. Ele, inclusive, acumula números impressionantes. No YouTube, ele reúne mais de 5 milhões de inscritos e, em sua página no Instagram, são mais de 15 milhões de seguidores.

“Descobri esse nicho da internet através dos meus filhos. Dentro da minha casa o consumo era muito grande. A ideia veio da minha filha. Na época, ela tinha sete anos e ela que me dirigia e me dava as ideias dos vídeos”, explica.

Mesmo com toda a sua boa incursão pela web, Celso admite que a tarefa de converter o público do digital para a tevê aberta ainda é bastante árdua. “Fiz uma transição rápida e boa para a internet. Faço vídeo para as crianças, tenho podcast, minhas redes são bem ativas. Você precisa estar ligado em tudo. Dá trabalho? Dá muito trabalho. Mas acho que não tem uma fórmula para levar o público da internet para a televisão. Claro que os grandes talentos, com milhões e milhões de seguidores, ajuda bastante. Mas ainda não achei essa fórmula de converter o público do digital para televisão porque a plataforma não faz essa entrega total. É bem complicado”, ressalta.

Mentor eterno

Portiolli acumulou uma série de histórias e experiências ao longo das três décadas em que está no SBT. No entanto, ele confessa que os diferentes momentos em que esteve ao lado do comunicador Silvio Santos foram inesquecíveis. “Lembro de muita coisa no SBT. Meu primeiro ‘Passa ou Repassa’, o Curtindo uma Viagem’, que dava 28 pontos no Ibope. Criei esse programa, com o Silvio, no camarim. Agora! Ter sete horas em um domingo. Um momento importante. Mas estar ao lado do Silvio Santos é especial. Seja no camarim, no telefone ou ele me dirigindo no switcher”, valoriza.

Instantâneas

Portiolli coleciona algumas participações nas novelas infantis do SBT como ele mesmo. Ele esteve em “Carinha de Anjo” e “As Aventuras de Poliana”.

Recentemente, Laura Portiolli, filha do apresentador, ganhou espaço no SBT. Ela está no “SBT PodNight”, sessão de podcasts que a emissora leva ao ar em suas madrugadas, logo após o programa “Operação Mesquita”.

Portiolli é o filho caçula de 12 irmãos.

O apresentador é natural de Maringá, no Paraná.

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