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Criatividade remota

Globoplay aposta no “Sterblitch Não Tem Um Talk Show: O Talk Show”

Eduardo Sterblitch buscou inspiração nos primórdios da internet para criar o projeto

Por TV Press

28 Junho 2020, às 14h38 • Última atualização 28 Junho 2020, às 14h39

A quarentena em virtude do novo coronavírus acelerou e aproximou muitas pessoas da internet. A “web”, inclusive, foi a saída para que muitas equipes se mantivessem ativas durante o período de isolamento social. Eduardo Sterblitch, no entanto, buscou inspiração nos primórdios da internet para criar o projeto nonsense “Sterblitch Não Tem Um Talk Show: O Talk Show”, exibido pelo Globoplay.

Foi durante a época do IRC, programa precursor dos aplicativos de conversa que existem atualmente, plataforma onde Sterblitch e o redator André Gribel, amigo de infância do humorista, tinham uma web rádio, com vinhetas personalizadas e um grupo de ouvintes.

Sterblitch Não Tem Um Talk Show: O Talk Show – Foto: Divulgação

A experiência em produzir, criar e conduzir um programa de rádio que interagia diretamente com o público conferiu a Edu a expertise para comandar o projeto do Globoplay diretamente de sua casa atualmente.

“Eu comecei a me interessar por esse mundo naquela época, aprendendo a editar áudio para a web rádio. O Gribel, que já era um cara ligado nesse universo de rádios, me ajudou e daí em diante não parei mais. Fui aprimorando as técnicas de acordo com a evolução da internet”, explica Sterblitch.

PARTE TÉCNICA
Gribel, além de fazer parte da equipe de roteiristas, também comanda com Sterblitch a parte técnica do programa. Para o roteirista, a grande dificuldade do projeto está em produzir um programa completo de forma totalmente remota.

Sozinho e diretamente de sua casa, Sterblitch fica responsável por operar os equipamentos de imagem, som e iluminação – Foto: Divulgação

“Toda a equipe de TI que um programa de tevê teria em outras circunstâncias, no nosso caso, se resume a três pessoas. Antes da pandemia, cheguei a ir na casa do Edu configurar softwares, ligar os cabos na mesa de som, mesa de efeitos, etc. Com o projeto do programa e o afastamento social, todo o suporte que dou para o Edu é remoto, desde testes até a programação do espelho da produção”, revela.

Sozinho e diretamente de sua casa, Sterblitch fica responsável por operar os equipamentos de imagem, som e iluminação, como refletores softbox, refletores RGB para efeitos de luz, além de spots para iluminar o fundo, que é todo em chroma key.

Para o áudio, tem um módulo de efeito para voz, mesa de áudio com 12 canais, entre outros recursos, além de dois computadores e um tablet ligado às suas redes sociais. Além de apresentar, criar e escrever, Edu ainda edita o programa.

A produção também conta com a direção de Rafael Queiroga. Funcionando como um maestro da produção, Queiroga compara a participação de Sterblitch com a de um DJ ao longo de uma festa.

“O programa tem sim essa alma de rádio e de aproximação com as pessoas. Digo isso também porque o público pode ver o equipamento e percebe que ele está no comando e coordena o que vai acontecer no momento seguinte. Se isso existe, podemos chamar o Edu de um DJ da internet”, conclui o diretor.

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