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Cultura

Empresa anuncia fechamento da casa de shows Unimed Hall, antiga Credicard Hall

Por Agência Estado

31 mar 2021 às 16:30 • Última atualização 31 mar 2021 às 17:15

A produtora T4F informou na tarde desta quarta-feira, 31, por meio de suas redes sociais e de anúncios publicados em grandes jornais, como o Estadão, o fechamento da casa UnimedHall, antigo Citibank Hall e, antes, Credicard Hall. Ela era uma das maiores e principais casas de shows da América Latina, inaugurada em 1999 com um conturbado show de João Gilberto.

O empresário Fernando Altério, CEO e maior acionista da empresa de entretenimento que comanda o espaço, a T4F, escreveu uma carta em tom dramático. “Quantas histórias vivemos no UnimedHall. Quantas memórias criamos juntos. Quantos sorrisos e lágrimas de emoção vimos de perto. Quantos sentimentos”, colocou logo no começo. E mais: “Fecham-se as cortinas de mais um palco no país, mas com a certeza de que marcamos época e passamos a fazer parte de muitas histórias – não só da música, mas da cidade, do país e da vida de cada pessoa que esteve ali”.

Segundo o texto de Altério, foram 23 anos de existência com a realização de mais de 3.500 apresentações de diferentes gêneros para um público estimado de 12 milhões de pessoas. Em um outro trecho, ele lamentou ainda mais: “Atravessamos um luto coletivo. No setor cultural o impacto é sem precedentes. Fomos os primeiros a fechar as portas e seremos os últimos a reabri-las. Posso garantir que jamais imaginei algo assim em meus 40 anos na indústria de entretenimento… A música, parceira antiga, sempre me ensina muitas coisas. Hoje, ela me diz que é tempo de pausa. E que esse silêncio não é o fim do movimento. Mas, sim, um outro andamento. E que estamos, juntos, em transformação. Rumo ao futuro. À construção de novos sonhos. Meus sinceros agradecimentos a todos que fizeram parte dessa história”, concluiu.

A sede da empresa T4F, responsável também pelo festival Lollapalooza, passa a ser no Teatro Renault, da Avenida Brigadeiro Luís Antônio, em São Paulo. A crise na empresa a fez, no primeiro trimestre de 2020, diminuir 45% do quadro de seus colaboradores e reduzir a jornada de outros 17%.

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