Curtindo o Carnaval direto do Anhembi

Desfile das escolas de São Paulo atrai foliões da Região, que adentram em um dos maiores espetáculos da Terra


Foram quatro meses de ensaio, dedicação e concentração que culminaram em uma noite de “sonho” em plena avenida, em uma das maiores festas do mundo.

“O Carnaval faz parte da nossa cultura, muita gente vem de fora para ter essa experiência e a energia é muito boa. A gente passa anos vendo os desfiles na TV e, um dia estar ali, no meio da escola, é como realizar um sonho”, diz a compradora Andreia Caminoto Barros que, pelo segundo ano desfila pela Mocidade Alegre, escola de samba do grupo de elite de São Paulo.

Foto: SP Tur / Divulgação
Carnaval paulista atrai moradores do interior que sonham desfilar na maior festa popular do Brasil

O Carnaval no sambódromo de São Paulo dá um show de organização no evento realizado no Rio de Janeiro. Enquanto a Cidade Maravilhosa cambaleia entre incertezas, a festa paulistana investe para ocupar a vaga de “Maior Espetáculo da Terra” (como os cariocas proclamavam).

“De uns cinco anos para cá, as escolas de São Paulo têm investido muito em organização e qualidade e tem buscado parcerias. As escolas acordaram para não deixar o Carnaval da avenida morrer”, explica o diretor da subsede da Mancha Verde em Americana, Anderson Rodrigues, folião assíduo no sambódromo no Anhembi desde 1995.

E mesmo quem não é torcedor de time de futebol se aventura no Carnaval da avenida, como a professora Andrea Elias Dollo que participa pela primeira vez da festa enquanto componente da escola Dragões da Real a convite de uma amiga sãopaulina. “Essa era uma vontade que eu cultivava há algum tempo. Penso que, se você gosta de Carnaval, você deve participar de um desfile desses pelo menos uma vez na vida”, diz ela.

“O ambiente é muito acolhedor, muito família. Você vai ver a mãe, a filha, a avó trabalhando juntas em favor da escola. Aquele clima de cooperação, união te envolve e, quem vai se apaixona”, explica Andreia. Este ano, a americanense vai sair na avenida acompanhada da filha Ana Flávia, de 16 anos. Ano que vem, será a vez do filho e mais dois amigos de trabalho. “O pessoal foi comigo no ensaio técnico, se animou e já garantiu presença em 2021”, diz.

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