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“Corpos que Brotam do Impossível Chão”

Oficinas de dança online propõem conexão com a ancestralidade

Atividades gratuitas acontecem na manhã deste sábado e do próximo, com realização de bailarinas e pesquisadoras da Unicamp

Por Isabella Holouka

27 nov 2020 às 13:11 • Última atualização 27 nov 2020 às 17:20

Olhar para a nossa cultura e terra de origem enquanto dançamos. Esta é a proposta das oficinas ministradas neste sábado (28) e no próximo (5), através do projeto “Corpos que Brotam do Impossível Chão”.

As atividades terão início às 10 horas, seguindo até meio-dia, virtualmente pelo aplicativo Zoom, com participação gratuita. As inscrições podem ser feitas até esta sexta-feira (27), pelo site do Coletivo Luzerias.

Americanense de 21 anos, Letícia Michelani é bailarina e pesquisadora, cursando a graduação em Dança do Instituto de Artes da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), e integra o Coletivo Luzerias, responsável pelo projeto, juntamente com as também bailarinas e pesquisadoras Rúbia Galera, de 24, e Iara Medeiros, de 23 anos.

“Corpos que Brotam do Impossível Chão” é um projeto de bailarinas e pesquisadoras da Unicamp – Foto: Divulgação

Letícia conta que nas oficinas serão compartilhados fragmentos dos processos corporais das artistas e de suas pesquisas dentro da cultura popular brasileira e do Método BPI (Bailarino- Pesquisador-Intérprete), através do projeto “Corpos que Brotam do Impossível Chão”, que conta com o apoio da 10ª edição do Programa Aluno Artista SAE, da Unicamp, para a sua realização.

“Dentro deste método trabalhamos a partir de estilos e danças populares brasileiras. Mas o nosso objetivo não é ensinar um estilo próprio, como uma dança indígena ou um frevo, mas sim trabalhar os corpos das pessoas, para que elas possam ter percepção e consciência corporal baseadas nas matrizes de movimentos”, explica a estudante.

“Podemos realizar um exercício de pés que trabalha a agilidade, como em muitas danças brasileiras, e permitimos às pessoas experimentarem isso. Queremos fazer com que elas olhem para suas próprias culturas, e passem a se perguntar de onde elas vem”, complementa.

A valorização e a conexão com a ancestralidade é um ponto central no projeto desenvolvido pelo Coletivo, que além desta atividade aberta ao público prepara uma apresentação ao vivo e virtual em janeiro, encerrando um trabalho complexo que teve início com pesquisas de campo em aldeias Guarani de São Paulo.

“Fizemos uma visita, conversamos com as pessoas, dormimos alguns dias por lá, e vamos fazendo experimentações em sala de aula sobre estes trabalhos técnicos. Conforme isso vem aflorando em nossos corpos, montamos o roteiro desta apresentação de encerramento”, conclui.

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