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Roteiro histórico

Mulheres de Americana compõem nova edição do ‘Roteiros Históricos’

Realizado pelo grupo Historiadores Independentes de Carioba, o projeto faz um percurso por lápides no Cemitério da Saudade

Por Marina Zanaki

23 Janeiro 2022, às 08h23 • Última atualização 24 Janeiro 2022, às 08h45

Resgatar o papel feminino na construção de Americana e preservar a memória dessas mulheres é a proposta da nova edição do “Roteiros Históricos: Sepulturas que Falam”. Realizado pelo grupo Historiadores Independentes de Carioba, o projeto faz um percurso por lápides no Cemitério da Saudade, contando a vida de personalidades que têm os nomes conhecidos, mas as histórias esquecidas.

Projeto faz um percurso pelo Cemitério da Saudade, contando a vida de personalidades que têm os nomes conhecidos, mas as histórias esquecidas – Foto: Claudeci Junior / O Liberal

O percurso com foco nas mulheres foi elaborado em 2019 e colocado em prática em apenas um encontro, em março de 2020, já que foi suspenso após o início da pandemia. A atividade será retomada em abril e maio.

“Esse roteiro é importante porque historicamente as mulheres foram silenciadas, e o papel delas na história foi renegado. Então elaboramos esse roteiro para trazer essas vozes silenciadas pela historiografia regional”, explicou a historiadora e professora Mariana Spaulucci Feltrin, que faz parte do grupo.

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Compõem esse roteiro personalidades como as professoras Delmira Marques de Oliveira e Dilecta Ceneviva Martinelli, e a primeira médica da cidade, Joana Zanaga. “Roteiros Históricos: Sepulturas que Falam” ocorre na modalidade ticket cultura, com a contribuição voluntária do público ao final da atividade. As inscrições para participar serão abertas próximo à data do encontro.

Oficina

O grupo Historiadores Independentes de Carioba planejou outras atividades presenciais para o ano de 2022. Em julho, o grupo promove gratuitamente uma oficina sobre escrita historiográfica regional.

Contemplado pela Lei Aldir Blanc, o projeto é aberto a todos que são interessados em História, sem necessidade de formação na área. O requisito para participar é ter 16 anos.

O curso será realizado em pelo menos três encontros. O conteúdo vai abordar fontes históricas, as abordagens possíveis e como elaborar textualmente essa produção. A oficina terá um caráter prático, com foco na história regional.

O grupo ainda busca um espaço público para a realização da oficina, que vai determinar o número de vagas que serão disponibilizadas.

Produção

Após seis anos de trabalho, os historiadores finalizaram a produção de seu primeiro livro, que aborda a divisão de terras no município e a escravidão em Americana. A partir de agora, o grupo busca financiamento e uma editora para receber o projeto. A expectativa é publicar a obra em 2022.

“É algo muito importante, estamos há seis anos na construção dessa pesquisa, já publicamos um artigo sobre ela. Concretizar esse livro é um passo muito importante para os historiadores”, considera Mariana.

Em fevereiro, o grupo retoma a coluna “Histórias de Americana”, publicada mensalmente no LIBERAL. O primeiro tema abordado será a democracia. “Nossos textos são bastante provocativos, críticos, sempre tentamos trazer questões da atualidade relacionando com o passado”, explicou Mariana.

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