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Cultura na região

Grupo teatral Macamã, de Americana, completa quatro décadas

Grupo comemora seu aniversário com uma retrospectiva nas redes sociais e também um novo projeto

Por Marina Zanaki

31 de julho de 2022, às 08h30

Há quatro décadas, o Grupo Teatral Macamã Arte e Cultura faz de Americana e região o palco de sua história. O aniversário do mais antigo grupo ainda em atuação na cidade será comemorado em outubro, mas ao longo do ano sua trajetória já está sendo postada nas redes sociais em uma retrospectiva dos momentos marcantes.

Em 40 anos, o grupo montou mais de 50 espetáculos, entre peças, cenas curtas e performances. A última montagem do grupo estreou em 2016, com o nome de “Nalgum lugar”, sob direção de Patrícia Claro. Um novo espetáculo está sendo montado.

Beto e Glaucia, integrantes do Macamã, com imagens de espetáculos do grupo – Foto: Junior Guarnieri / Liberal

O ator e diretor Antonio da Silva, o Beto, que está à frente do Macamã, estima que mais de mil pessoas já integraram o grupo ao longo dos 40 anos. Em seu ápice, chegou a abrigar mais de 30 atores. “A principal característica do Macamã era que ninguém vivia profissionalmente, os ganhos eram consequências, cada um tinha sua profissão”, relembra Beto.

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Mas para muitos, o Macamã foi o passo inicial para a vida profissional. “O Macamã foi minha escola. Eu tinha acabado de sair de um curso de teatro e tive ali a prática. Aprendi o ofício do ator, mas principalmente essa relação de grupo, que o Macamã tem muito forte. As pessoas que passam por ele se identificam tanto ao ponto de se sentirem parte do Macamã eternamente”, disse o ator Helton Carlos, que hoje integra a Cia Arte-Móvel, mas esteve no Macamã por 14 anos.

Esse também é o caso de Glaucia Costa Neves, 57 anos, esposa de Beto. Ela é professora de artes cênicas, técnica em teatro e faz faculdade de artes visuais. Seu primeiro contato com esse universo foi o Macamã, ainda na década de 1980.

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“Teatro era algo que gostava de fazer enquanto hobbie, mas quando saí da empresa onde trabalhava, o teatro se tornou profissão. Fui chamada pela Secretaria de Cultura de Americana para fazer o projeto ‘Arte nas Praças’, me convidaram para dar aula de teatro, e isso me abriu portas”, contou a profissional, que ao lado de Beto mantém o grupo atualmente.

ORIGEM
O nome do grupo é um termo de origem africana que, para os quilombolas brasileiros, significava “fuga para a liberdade”. Formado em 1982 ainda durante a Ditadura Militar, o Macamã representava uma busca pela liberdade artística.

O Macamã foi um dos fundadores do Fábrica das Artes, ao lado do GTT (Grupo Teatral Talento), atual mantenedor do espaço. Ele também já teve sua sede própria no Centro de Americana, conquistada através de um edital do Proac com um dos espetáculos mais conhecidos do grupo, o infantil “Vaquinha Curau”. Com trilha sonora especial, a peça contava a história de uma vaquinha que só era vista por pessoas de bom coração.

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Entre as dezenas de espetáculos já montados, marcaram o público títulos como a comédia “Mexerendengos”, o premiado “Os Coveiros” e o saudoso “Boi Macamã”.

O grupo está postando imagens e histórias nas páginas @macamateatro  no Facebook e @grupomacama no Instagram. Além disso, está aberto à contruibuição com imagens de arquivo e depoimentos de artistas que passaram pelo Macamã.

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