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História

Fundação Romi libera exposição virtual da história do telefone em Santa Bárbara

Fundação conta a história desde o primeiro telefone na residência de Albino Picada a primeira linha telefônica TEBASA

Por Da Redação

25 Maio 2020 às 10:26

A Fundação Romi reuniu a história do telefone em Santa Bárbara d’Oeste e disponibilizou uma exposição virtual no site do CEDOC (Centro de Documentação Histórica). O material, composto por fotografias, documentos, jornais de época e textos explicativos, mostra a história do instrumento mais utilizado na comunicação durante a pandemia,

O telefone foi inventado em 1876 pelo escocês Alexander Graham Bell, em Boston, Estados Unidos, quando descobriu que uma corrente elétrica podia ser alterada de modo a imitar as vibrações produzidas pela voz.

No Brasil, o telefone chegou por meio de D. Pedro II,  autor da frase “Meus Deus isso fala”. Os primeiros aparelhos foram um presente de Alexander Graham Bell ao imperador e começaram a funcionar em janeiro de 1877, no Palácio São Cristóvão, hoje, Museu Nacional, no Rio de Janeiro.

Interior da Empresa Telefônica de Santa Bárbara, na década de 1940 – Foto: Acervo Fundação Romi

Em 1891, foi instalado em Santa Bárbara o primeiro telefone na residência de Albino Picada, localizada à rua Santa Bárbara, esquina com a rua Floriano Peixoto. Albino Picada era empreiteiro e fornecedor de dormentes para a Cia. Paulista de Estrada e Ferro e o telefone ligava a casa à Estação da Vila de Santa Bárbara, hoje, Estação Ferroviária de Americana.

As primeiras centrais telefônicas eram manuais e todas as ligações passavam por uma telefonista da central que fazia a conexão entre as linhas. Como os primeiros aparelhos acentuavam as frequências vocais mais altas,  o trabalho era executado por mulheres.

“A primeira linha telefônica regular de Santa Bárbara foi concedida a Joaquim Veríssimo de Oliveira, pelo Decreto n.º 2411, de 13 de agosto de 1913, ligando Santa Bárbara às cidades de Campinas e Piracicaba. A partir de então, Joaquim Veríssimo passou a ter direito de uso e exploração, oferecendo aparelhos particulares aos barbarenses”, conta a coordenadora do CEDOC, Sandra Edilene de Souza Barboza.

Em junho de 1930, João da Silva Cristovam adquiriu a empresa telefônica que se localizava na rua Dona Margarida, esquina com a rua General Osório. As ligações aconteciam das 7h às 22h, horário em que as telefonistas estavam na empresa para efetuarem as chamadas.

Em 22 de junho de 1957, foi constituída a TEBASA: Telefônica Barbarense S.A. Mas, somente em junho de 1959 iniciaram-se as obras. E só em 1974 que foram inaugurados os telefones públicos “orelhões”, que foram instalados em vários bairros da cidade como: Jardim São Francisco, Vila Sartori, Vila Oliveira, Jardim Panambi (Fórum), Santa Luzia, Núcleo das casas populares e um centro telefônico.

Prédio da Tebasa localizado na rua Dona Margarida – Foto: Acervo Fundação Romi

Em 1976, a TEBASA teve seu patrimônio incorporado pela TELESP, encarregada das comunicações telefônicas no Estado de São Paulo.

Em 4 de julho de 199, a TELESP CELULAR inaugurou o sistema de telefonia celular em Santa Bárbara d’Oeste. Em um primeiro momento disponibilizou 200 linhas, que passaram a operar na região a partir da central telefônica localizada na Zona Leste.

Em julho de 1998 a telefonia móvel no país foi privatizada e a TELESP foi vendida para empresa espanhola Telefónica S.A., conhecida hoje como Vivo.

Toda a linha do tempo da telefonia na cidade pode ser conferida pelo site da Fundação Romi mais detalhadamente.

Estagiária Natália Velosa, sob supervisão de Leonardo Oliveira