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Quando Tudo Isso Passou

Curta traduz sentimentos relacionados à pandemia

Com linguagem poética e liberdade criativa, obra traz perspectiva esperançosa

Por Isabella Holouka

03 jul 2020 às 08:30 • Última atualização 03 jul 2020 às 08:31

As preocupações e sentimentos provocados pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19) são traduzidos de forma artística pela animação “Quando tudo isso passou”.

O filme produzido por estudantes ligados ao LIS (Laboratório de Imagem e Som), do IA (Instituto de Artes) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), também mostra como as artes podem contribuir para o bem-estar das pessoas neste momento.

A animação foi feita com desenhos produzidos pelos alunos do LIS; ela está disponível no canal da Unicamp no YouTube – Foto: Divulgação

Com a direção do professor Wilson Lazaretti, o filme conta de uma maneira simples e acessível como foi o surgimento do coronavírus no mundo e os esforços de cientistas e médicos em combater a Covid-19 e conter a expansão da pandemia.

A animação foi feita com desenhos produzidos pelos alunos do LIS e respeitou a liberdade criativa e de traços de cada estudante, o que acrescenta mais riqueza ao filme. “É uma tendência mundial produzir animações dessa forma mais aberta, sem muitos padrões. Isso é bom para os estudantes, dá para aguçar o gosto deles pelas animações”, comenta o professor Lazaretti.

Ele ressalta que a intenção foi levar uma mensagem positiva para as pessoas, que alimente a esperança, e por isso foi escolhida uma linguagem mais poética ao longo da animação.

Todos os trabalhos foram realizados à distância, respeitando as medidas de isolamento social. Para que isso fosse possível, os estudantes improvisaram ateliês e estúdios em suas casas, experiência que também contribui com formação profissional dos participantes.

“Foi um grande desafio realizar a animação apenas em minha casa, mais especificamente em meu quarto. Ele se tornou escritório, centro criativo, sala de reuniões (apenas por via digital), etc. Por conta disso, ressignifiquei meu quarto, como um espaço de possibilidades e de intensas ideias criativas. É no meu quarto que tudo pode acontecer”, comenta Isabela Jaha, estudante de Artes Visuais e participante do filme.