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Artes

Eduardo Domicini, de Americana, vai expor no Museu do Louvre, em Paris

Artista americanense expõe em 2022 desenhos hiper-realistas retratando Frida Kahlo e Pablo Picasso

Por Marina Zanaki

28 nov 2021 às 09:37

O artista americanense Eduardo Domicini desembarca na capital francesa da arte em 2022. Duas obras do desenhista participarão do Salão Internacional de Arte Contemporânea “Le Cassousel Du Louvre”, no Museu do Louvre, em Paris, em outubro do ano que vem. Mas diferente da expressão “saída à francesa”, a chegada de Eduardo não será discreta. Ele vai representar o Brasil no evento, reproduzindo desenhos hiper-realistas retratando os renomados Pablo Picasso e Frida Kahlo.

“É uma grande satisfação, uma honra estar produzindo as figuras de duas pessoas tão importantes. Picasso tenho como inspiração, incluindo sua filosofia de vida. A Frida é uma inspiradora da arte, e já queria fazer há algum tempo, casou no momento certo”, acredita o artista.

Eduardo possui um estúdio em Americana, onde produz trabalhos em hiper-realismo – Foto: Marcelo Rocha / O Liberal

O convite para participar da mostra, que será realizada em um final de semana, partiu do contato do museu com a assessoria artística de Eduardo.

“A primeira ideia que elaboramos não foi aceita, e depois optamos por reproduzir fotos dos dois artistas, e aí fomos aprovados. Foram selecionados alguns brasileiros para participar, mas do hiper-realismo só eu estarei lá”, disse o desenhista.

O hiper-realismo é um movimento artístico que cria imagens que se aproximam do efeito de fotos em alta resolução. Nascido nos Estados Unidos na década de 1960, ele é movido pelo desejo de representar a verdade. Além dos desenhos, também inclui obras em esculturas que podem se confundir com atores posando para uma exibição.

Trabalhando com lápis grafite, Eduardo produz imagens com alto nível de realismo usando graduações. “Às vezes, as pessoas veem os trabalhos e falam que ficam melhores do que as fotos”, explica o artista.

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Ele contou que foi um desafio encontrar fotos em alta qualidade dos dois artistas para servirem de base para os desenhos.

“É difícil achar uma referência legal. São figuras mais antigas, isso dificulta encontrar fotografias com boa qualidade para reproduzir no desenho. Agora, como veio a exposição, fomos mais a fundo, e conseguimos referências com qualidade melhor, e é em cima delas que vou reproduzir”, contou Eduardo.

Por conta dessa dificuldade em achar imagens em boa qualidade, ele acredita que o efeito dos trabalhos pode surpreender. “Costumo colocar nos meus trabalhos detalhes como pele, texturas”, revela o artista.

Cada obra produzida por Eduardo leva de 35 a 40 horas para ser concluída. Os dois desenhos que serão expostos no Louvre precisarão ser entregues até maio do ano que vem à assessoria artística para preparação da documentação, e em seguida serão despachados para a França.

Histórias do Coração merecem ser contadas toda semana.

Eduardo pretende ir até o museu no final de semana em que os trabalhos estarão expostos para o público francês.

“É um marco muito importante, especialmente para quem é desenhista aqui no Brasil. As obras vão estar expostas um final de semana todo, então quero estar presente”, garantiu o artista.

Eduardo possui um estúdio há 10 anos em Americana, onde produz trabalhos em hiper- realismo para estudos e exposições. O espaço também oferece cursos voltados a tatuadores, micropigmentadores, ilustradores e designers.

“Tenho desenvolvido um trabalho diferenciado para direcionar os alunos para o mercado de trabalho, provando que é possível viver de arte”, destacou Eduardo.

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