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Cultura na região

Do batuque na janela aos shows de Ivan Lins: conheça Gustavo Spínola, de Americana

O cantor e compositor foi incentivado na música até entender seu caminho, lançar trabalho autorais e abrir shows de Ivan Lins

Por Stela Pires

07 de julho de 2024, às 09h12

“Quando você compõe em um quarto, você não imagina que a composição vai voar na hora que abrir a janela”. A frase é do músico e cantor americanense Gustavo Spínola, que tem uma longa trajetória artística. Atualmente, ele coleciona trabalhos autorais e abre shows de Ivan Lins, mas não imaginava o rumo que a vida na arte tomaria.

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Gustavo dava os primeiros sinais de interesse pela música ainda quando criança. Ele se recorda de ficar no batente da janela fingindo tocar a melodia da abertura de um programa de televisão em um piano imaginário.

Gustavo Spínola foi incentivado pela família e se encontrou na música – Foto: Marcos Misturini

O hábito foi notado pelo falecido pai, Alencar Spínola, que o colocou em aulas de órgão eletrônico e piano aos nove anos. Por volta dos 13 ou 14 expandiu seus horizontes para um novo instrumento, o violão, que se tornaria seu “parceiro”.

Um de seus irmãos mais velhos tinha o equipamento e revistas que ensinavam a tocá-lo. Durante um período de férias, Gustavo perguntou ao irmão como funcionava e foi ensinado a dedilhar rapidamente.

Spínola, então, passou o dia inteiro dedicado ao violão e, ao fim da tarde, conseguiu tocar uma das músicas que eram ensinadas na revista. 

“Pensei ‘espera lá, eu estudo um instrumento que é gigante, que eu não consigo transportar, e agora eu tenho um que eu posso tocar em qualquer lugar’”,contou. “Ali foi um despertar”.

Os estudos independentes do violão continuaram até que seu pai, novamente, intercedeu por sua trajetória na música. Ao ver o então menino tocando o instrumento, perguntou por que ele não cantava. Gustavo respondeu que não sabia.

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Alencar o levou de surpresa em uma aula experimental de canto. “Foi uma descoberta, foi meio que uma paixão. Foi aí que o canto tomou um lugar em mim”, disse.

Na faculdade, cursando programação visual na Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Bauru, Spínola decidiu fazer um teste para o coral e foi selecionado. 

A participação no grupo é considerada um divisor de águas pelo artista. “Pensei ‘é isso que você tem que fazer’. E aquilo me preencheu de uma maneira que eu nunca mais larguei. Então eu continuei estudando canto”. Ao terminar os estudos na Unesp ele ainda tentava decidir o caminho a seguir. 

Foi após um curso de quatro meses de canto com Andréa Guimarães e ser instigado a seguir na música pela professora, que Gustavo entrou para o Conservatório de Tatuí e cursou canto popular.

A carreira de músico

Gustavo Spínola permaneceu no conservatório por seis anos. “Aí a minha dedicação à música foi total e dali eu comecei a pensar ‘é isso que eu quero, é isso que eu vou fazer’”, contou. Também foi neste período que suas primeiras composições começaram a surgir.

Por volta dos anos 2000 se juntou com alguns amigos e montaram o grupo Passo Preto. Chegaram a gravar um disco “informalmente”, mas não permaneceram juntos. 

Gustavo decidiu começar a trabalhar em seu primeiro álbum solo entre 2010 e 2012. Com muita “luta”, o artista lançou o primeiro trabalho independente, intitulado de “Mares, Rios”, em 2016.

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“15 de abril”, seu segundo álbum, chegou às plataformas de música em 2020, seguido pelo EP “Retrato”, em 2022. O trabalho mais recente de Gustavo é o single “Canva”, que deve compor um novo álbum previsto para o ano que vem.

“Estou formatando e fazendo as composições para lançar. É um disco que vai ser bem especial, com possíveis participações”, revelou.

A relação de trabalho com Ivan Lins surgiu no meio disso tudo, mais especificamente em 2021, quando Gustavo foi convidado por Fábio Engle, da Orquestra Sinfônica de Americana, para abrir um show do artista. 

A abertura aconteceu apenas na metade do ano seguinte, por causa da pandemia. Após a passagem de som de Ivan, o artista decidiu ouvir o teste de equipamentos de Spínola. Encantado, Lins decidiu chamá-lo para participar no meio do show e não mais na abertura.

A parceria dos dois se solidificou. Hoje, Gustavo Spínola é convidado para abrir diversos shows do artista. Em entrevista recente, Ivan elogiou o artista americanense.

“Se ele tivesse aparecido na minha época, ele seria hoje um Chico Buarque, por exemplo. Ele seria um grande compositor e artista. Canta bem, toca bem, escreve muito bem, tem muito bom gosto. Tem uma certa modernidade no trabalho dele”, disse.

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