‘Bacurau’, de Gramado ao Noitão Belas Artes


Sucesso de público e crítica no Festival de Cannes, no qual venceu o prêmio do júri de 2019, em maio, Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, terá, na noite desta sexta, sua primeira exibição pública no Brasil.

Em presença da atriz Sônia Braga, Bacurau estará abrindo, fora de concurso, o 47.º Festival de Gramado, na serra gaúcha. Até o sábado da próxima semana, dia 24, sete longas brasileiros e sete latinos estarão concorrendo aos Kikitos das duas competições – nacional e internacional (latino-americana). O festival contempla mostra gaúcha e a competição de curtas, além de homenagens (a Lázaro Ramos, que vai receber o troféu Oscarito; Maurício de Sousa, que ganhará o troféu Cidade de Gramado; e Carla Camurati, que terá direito ao troféu Eduardo Abelim).

Toda essa extensa programação será iniciada justamente por Bacurau, que entra em cartaz no dia 29, distribuído pela Vitrine, que já lançou a parceria anterior de Kleber e Sônia, o admirável Aquarius, um dos filmes mais premiados de 2016.

Bacurau não precisa deixar o cinéfilo paulistano aflito, esperando mais duas semanas pela estreia. O Noitão desta sexta do Belas Artes é dedicado ao cinema brasileiro e deve apresentar três longas, mais um filme surpresa.

Os longas anunciados são – Cidade de Deus, de Fernando Meirelles; Carandiru, de Hector Babenco; e Bacurau. Quem não estiver disposto a atravessar a madrugada para ver o filme terá novas opções no sábado. Bacurau terá pré-estreias em salas de 21 cidades brasileiras neste fim de semana.

Western ideológico na vertente de O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro, de Glauber Rocha, o filme passa-se numa cidade do sertão pernambucano. Bacurau some do mapa, e isso coincide com uma série de mortes misteriosas – e violentas. Os moradores tentam organizar-se, mas não é fácil enfrentar o inimigo poderoso que ninguém identifica. Além de Sônia Braga, o elenco tem participações de Udo Kier, Bárbara Colen, Karine Teles e grande elenco. Aborda temas complexos como racismo, colonialismo e resistência à barbárie da modernização desenfreada num estilo entre a sátira e a selvageria, como escreveu o crítico do The Telegraph.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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