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Cinema

Cineasta americanense finaliza primeira etapa de filmagens

André Luís está produzindo segundo longa-metragem, com um enredo que mistura comédia e um drama psicológico com tons surrealistas

Por Rodrigo Pereira

18 jun 2019 às 09:16 • Última atualização 27 abr 2020 às 11:16

O diretor americanense André Luís Camargo finalizou na última semana a primeira etapa das filmagens de seu segundo longa-metragem, “Amor, Confuso Amor”, em um resort de Ibiúna. Ao LIBERAL, atores e o cineasta revelaram os desafios de trabalhar com um enredo que mistura comédia e um drama psicológico com tons surrealistas.

“Amor, Confuso Amor” traz uma narrativa não linear que retrata a história de um homem confuso (Jorge, interpretado por Daniel Satti), que vaga entre sua imaginação e a realidade.

Foto: Divulgação
Equipe trabalha nas filmagens do longa-metragem “Amor, Confuso Amor”, do diretor André Luís Camargo

Entre as histórias que são contadas ao protagonista e suas próprias lembranças, um quebra-cabeça de situações vai se arrumando e revelando como ele conheceu sua namorada (Aninha, interpretada por Marjorie Gerardi) e o que o levou ao atual estado de confusão mental.

Daniel explica que como o cerne do enredo de James Salinas é o enigma a respeito da confusão mental de seu personagem, buscou caminhar em uma linha tênue entre realismo e surrealismo, sempre com pitadas cômicas. Tanto para ele quanto para Marjorie, o trabalho do preparador de elenco Rey Otero foi essencial na busca por este equilíbrio. A nuance do enredo que abraça a realidade envolve um triângulo amoroso.

“O Jorge é um empresário bem-sucedido, um cara que se apaixonou e, com o desgaste de um relacionamento com a Aninha, ele acabou se envolvendo com uma outra mulher. No entanto, ele não tem claro para ele se esse amor por essa Aninha é verdadeiro, porque a mulher com quem ele se envolveu, que é a Rebeca, é completamente o oposto da Aninha. E, ao mesmo tempo que ele ama Aninha, é como se ele quisesse que ela também se tornasse um pouco Rebeca”, explica.

Marjorie explica que Aninha é exposta no filme como uma mulher que está em seu limite, que se perdeu em seu metodismo e no estresse. “O surrealismo está na confusão do Jorge e da Aninha, está nos momentos em que eles não se identificam com o presente, nos instantes perdidos e sem respostas do que eles passam. Acho que nosso diretor (André Luís) conseguiu colocar esse surrealismo sútil com muita maestria no filme”, conta.

Completam o elenco Gui Santana, Felipe Mafra, Paola Rodrigues, Isabella Lemos, Taiguara Nazareth, Miro Moreira, Tuna Dwek, Natália Coutinho e André Luís.

“Minha intenção é seguir a estrutura padrão de todo o roteiro, tendo a curva dramática levando a uma resolução final, mas também tentar atingir o público um pouco mais cinéfilo, mais ‘cabeça’, com signos mais pertinentes a quem entende da linguagem cinematográfica”, explica André.

Entre os signos aos quais ele se refere, está o uso da água na trama em referência ao conceito de “amor líquido” do filósofo Zygmunt Bauman, ou a inserção de um personagem como barman, em remissão a “O Iluminado”, de Stanley Kubrick. A fotografia é assinada por Isiel Miranda e a direção de arte é de Maressa Manfre. Independente, o filme tem apoio do Clara Resorts, NutraHair e G2G.

O segundo e último período de produção vai ocorrer entre 30 de junho e 3 de julho.

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