Reynaldo Gianecchini: passeando pelos seus personagens

Ator acumula mais um perfil bon vivant como o Régis, em “A Dona do Pedaço”


O tempo tem sido generoso com Reynaldo Gianecchini. Aos 47 anos, o ator está em plena forma física para interpretar os galãs que tanto se acostumou a viver em novelas. Desde sua estreia no vídeo, em “Laços de Família”, de 2000, ele vem demonstrando amadurecimento cênico e ferramentas para se aventurar em tipos diferentes. Mas, de uma maneira ou de outra, o “bon vivant” sempre volta a aparecer nas ofertas de personagens.

É o caso de Régis, papel que encarna em “A Dona do Pedaço”. “Acho que na vida todo mundo tem um pouco de tudo. Eu, por exemplo, vejo a vida bem diferente do meu personagem, mas claro que ele tem muita coisa minha. Acho que essa leveza de querer curtir a vida e não levar nada tão a sério, o prazer pelas coisas da vida”, compara.

Foto: TV Globo / Reprodução
O “bon vivant” sempre volta a aparecer nas ofertas de personagens de Gianecchini

Nos próximos capítulos, Régis vai colocar as garras ainda mais para fora. Isso porque ele ultrapassa o limite do golpista sedutor e se torna um ladrão ao roubar uma estátua avaliada em R$ 50 mil de Maria da Paz, protagonista de Juliana Paes. Porém, quem planeja tudo é Jô, de Agatha Moreira, filha da boleira. A jovem leva Rock, de Caio Castro, na casa de sua mãe e arma para que Paz desconfie do lutador. O que, obviamente, vira uma briga homérica entre as famílias.

O que chamou sua atenção em “A Dona do Pedaço”?

O Walcyr não está economizando na história. Tem romance, ação, várias reviravoltas também e é um novelão daquelas que a gente estava acostumado lá atrás.

Em determinado momento de “A Dona do Pedaço”, Régis vai viver um triângulo amoroso com mãe e filha. Esta, inclusive, é a segunda vez em que você se envolve com esse tipo de situação através de um personagem – a primeira foi em “Laços de Família”. Você chegou a se lembrar da novela de Manoel Carlos quando conheceu a trama de Régis?

Eu estava pensando nisso esses dias, em vários momentos essa novela me faz lembrar “Laços de Família”, apesar de não ter nada a ver. Mas a novela não é nada disso, ela dá um salto, dá umas viradas que não
têm nada a ver com “Laços de Família”.

Como assim?

Essa história de o Régis estar com a mãe e filha não tem nada a ver com aquela história do Edu, Helena e Camila, de “Laços de Família”. São coincidências que passam longe. Mas é muito gostoso voltar a trabalhar com a Agatha. E são personagens um pouco parecidos também com os de “Verdades Secretas”, a gente tem aquela pilantragem, aquele mau-caratismo e ao mesmo tempo aquele fogo de viver a vida. Mas é diferente.

Você consegue defender seu personagem?

Acho que meu personagem é muito legal. Claro que ele faz umas coisas terríveis, mas ao contrário da Jô, eu acredito no coração do Régis.

A caracterização do Régis ajuda você de alguma forma?
Sim. Inclusive, eu sempre proponho alguma coisa e sugeri esse visual, que é um pouco mais descolado. Eu faço um “playboy” que se veste muito bem, então achei que tinha de ser uma coisa que tivesse esse ar, de quem toma muito sol na piscina. Por isso, dei uma clareada.

Você tem o hábito de rever seus trabalhos antigos?

Eu gosto de ver umas reprises, é muito legal. Primeiro que a gente olha com um olhar mais distanciado porque, quando estamos no meio do trabalho, não conseguimos ver direito. Claro que, como em qualquer profissão, a experiência vai jogando a seu favor. Você fica mais pronto para fazer um trabalho melhor ou para brincar mais em cena.

Nesse sentido, o que mudou para você ao longo de quase 20 anos de televisão?

Hoje em dia, eu vou para o estúdio querendo me divertir e também eu não busco resultado. Vou para fazer o meu trabalho. O resultado não é o meu foco. Eu não vou lá para ganhar prêmios, eu vou lá para dar o meu melhor.

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