Homenageando à sétima arte em série

Em 'Cine Holliúdy', Globo apresenta o característico humor regional do Ceará e, por consequência, da região do Nordeste


É comum afirmar que existem muitos Brasis dentro do Brasil. Seja por sua longa extensão territorial ou pela forte mistura cultural, o País conta com diversas peculiaridades em cada região. A série da Globo “Cine Holliúdy”, que estreou terça, dia 7, foge do tradicional eixo Rio-São Paulo e apresenta o característico humor regional do Ceará e, por consequência, do Nordeste.

A produção carrega a cultura e o forte sotaque para o horário nobre da emissora. “Acho que o público vai se identificar muito com essa série porque ela é muito brasileira. Ela tem um colorido diferente. A gente resgatou um pouco essa coisa do regional urbano nas séries”, afirma Marcio Wilson, que assina o roteiro ao lado de Claudio Paiva.

Foto: Divulgação
Cine Holliúdy

Tendo uma fictícia cidade do Ceará como cenário principal, “Cine Holliúdy” tem como referências antigos projetos de sucesso, como “O Bem-Amado”, “O Auto da Compadecida” e “Lisbela e o Prisioneiro”. “Acredito que a Patrícia Pedrosa (diretora) é uma discípula do Guel (Arraes). E isso é bacana porque esse projeto tem muito dele. Nós escrevemos juntos o roteiro do filme ‘O Bem-Amado’, então, conheço bem o estilo dele”, ressalta Claudio.

A trama de “Cine Holliúdy” é baseada no longa-metragem homônimo escrito e dirigido por Halder Gomes. O cineasta, inclusive, integra a equipe de diretores, sendo sua primeira incursão na tevê.

TRAMA

Ambientado na fictícia Pitombas, “Cine Holliúdy” apresenta uma história inédita e independente do filme. A produção narra a trajetória de Francisgleydisson, papel de Edmilson Filho. Francis é dono da única atração cultural da cidade: o Cine Holliúdy. No entanto, ele vê o faturamento da bilheteria cair quando o prefeito Olegário, de Matheus Nachtergaele, coloca um aparelho de tevê em plena praça pública. Com isso, o povo desvia sua atenção para as novelas.

Para reverter a situação, Francis se desdobra para tornar seu cinema mais atrativo. Já que o povo não quer mais saber dos filmes estrangeiros, ele decide produzir suas próprias obras. Tudo sem planejamento, roteiro ou falas, na base do improviso. Todos os gêneros são abordados. Ficção cientifica, terror, ação, faroeste e até filmes de luta fazem parte das histórias em que Francis cria.

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