Giovanna Antonelli fala sobre transformações

Atriz que interpreta a protagonista Luzia, de 'Segundo Sol', vive essa transformação em múltiplos âmbitos da vida


Reinventar-se é um processo complicado, mas, às vezes, muito necessário. Giovanna Antonelli que o diga. Ela, que interpreta a protagonista Luzia de “Segundo Sol”, vive essa transformação em múltiplos âmbitos da vida.

Enquanto a atriz acaba de voltar de uma temporada de três meses em Portugal, administra seus negócios e encara uma árdua rotina de gravações, sua personagem na trama de João Emanuel Carneiro teve de ir mais fundo para colocar a vida nos eixos. Após ser acusada e presa por um crime que não cometeu, Luzia foge para a Islândia, onde passa 18 anos e volta para o Brasil para recuperar o que deixou para trás.

Foto: Divulgação
Atriz de sucesso há muitos anos – sua primeira novela foi “Tropicaliente”, ela foi assistente de palco de Angélica, no “Clube da Criança”

Em “Segundo Sol”, após cair nas armadilhas de Karola e Loreta, vividas por Deborah Secco e Adriana Esteves, Luzia precisa fugir. Ao lado do amigo Groa, de André Dias, ela muda de país e se firma como uma importante DJ. Mas, para isso, a personagem precisou deixar para trás os filhos, Manuela e Ícaro, interpretados por Luísa Arraes e Chay Suede.

“Não é uma escolha dela. Ela vai sendo levada pelos acontecimentos e volta quando julga que está pronta para recuperar o amor e a convivência com os filhos”, revela. Beto Falcão, de Emílio Dantas, o grande amor de Luzia, também será parte fundamental dessa reconstrução. “O encontro deles foi muito forte e depois eles foram arrancados um do outro. Agora vão com mais calma, entender como a vida os levou àquele lugar”, avisa.

Antes de começar a gravar, você passou uma temporada em Portugal. Foi uma forma de “detox”?

Giovanna Antonelli
Pela primeira vez, eu e meu marido (o diretor Leonardo Nogueira) conseguimos férias juntos porque nós dois estávamos em “Sol Nascente”. E, em vez de passar esse tempo aqui, fomos para lá. Foi um espaço para a gente ter uma vida mais “normal” – digo entre aspas porque é assim que eu sinto. Essa rotina de levar as crianças para a escola, tomar café da manhã juntos, colocar roupa na máquina, buscar as crianças na escola, é uma coisa que não consigo fazer aqui. E dou muito valor para isso, para esses momentos.

Como você define a Luzia, sua personagem em “Segundo Sol”?

Giovanna
Acho que é diferente de tudo que já fiz. Claro que cada trabalho é único, até porque as pessoas são únicas. Mas é diferente no sentido de distante mesmo. Ela é uma mocinha que sofre, mas não é sofrida. O mais bonito dessa personagem é que, através de caminhos inesperados, ela vai se reconstruir e se transformar. Ela tem uma gama de cores e sentimentos incríveis, é uma mulher muito humana.

Para gravar a primeira fase da novela, você passou uma temporada na Bahia. Como foi a experiência?

Giovanna
Foi incrível. Voltei preenchida de bons sentimentos, de força, de coragem. O sotaque é uma música gostosa de ouvir e contagia, não tem jeito. E é muito importante também para que a gente se aproprie mais da personagem, do lugar dela, das origens.

E, para a segunda fase, Luzia volta para o Brasil completamente mudada. Como foi construir esse antes e depois?

Giovanna
Foi um processo de entender a história dela. Antes ela vivia para o trabalho, para os filhos, cantava como “hobbie” no bar do melhor amigo. E aí ela se apaixona e passa por situações que sequer imaginou. Ela vai embora fugida e volta ainda mais forte. A construção foi natural, de entender essas grandes viradas. E a caracterização ajuda muito.

Como assim?

Giovanna
Na primeira fase, ela usava umas roupas bem simples, quase não colocava maquiagem. E depois ela volta com outro jeito, outro cabelo, outra roupa e outra atitude. Tem uma tendência bem urbana, de rua, de Nova Iorque.

A Luzia tem uma relação bem íntima com a música. Como foi isso para você?

Giovanna
Meu pai trabalhou com música a vida inteira. Então eu cresci nesse meio, no Teatro Municipal, vendo ópera, tendo contato com todo o tipo de música. Então isso sempre fez parte da minha vida.

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