Claudia Leitte relaciona maternidade ao seu trabalho atual

Técnica de crianças e adolescentes no 'The Voice Kids', a cantora baiana tem três filhos, sendo a caçula Bela, de apenas sete meses


Lá se vão oito anos desde que Claudia Leitte decidiu investir, oficialmente, na carreira de apresentadora de tevê. A cantora, que já deu expediente no “Superbonita”, em 2012, durante a licença-maternidade de Luana Piovani, ficou quatro anos como jurada do “The Voice” e, desde 2018, tem sua cadeira cativa no “The Voice Kids”.

Em sua terceira temporada no programa, no entanto, garante: algo mudou. “Não sei se sou eu, se é o prisma do meu novo momento de maternidade ou se é porque o programa está ainda mais lindo e estamos cada vez mais à vontade com ele. Foi maravilhoso participar de cada edição, mas agora tem um negócio especial acontecendo”, entrega ela, que tem três filhos, sendo a caçula Bela, de apenas sete meses.

Foto: Divulgação
Claudia assume que depende da ajuda da família para conseguir conciliar tudo, gravações e shows

A maternidade, de fato, parece estar mesmo aguçada em Claudia. Afinal, quase todas as respostas que a gonçalense de 39 anos dá acabam girando em torno do assunto. Até quando se depara com os competidores da disputa musical mirim, nem sempre é sua própria infância que vem à cabeça.

“Quando não vejo a mim, ali, vejo os meus filhos. É muito difícil não associar à minha história, por mais que eu precise fazer isso. Me envolvo, sou apaixonada por música e a tenho completamente na minha vida”, conta.

Porém, deixa claro que até seu lado infantil se renova na função. “Nesse encontro de histórias, tenho muitos aprendizados para o meu momento atual e isso desperta em mim uma nova criança. É um momento de aprender, de começar outra vez. Eu não viro a criança que eu já fui, eu viro uma nova criança”, deslumbra-se.

Lidar com os sonhos de tantos competidores tão jovens, no entanto, mexe com a emoção da técnica. Na hora de enfrentar as eliminações, é preciso recorrer aos mais nobres sentimentos.

“A regra, para mim, é o amor. Sempre pensando que é alguém que, como eu, tem sonhos, tem momentos difíceis. Que, como eu, lida com o nervosismo. É a empatia que vem pelo amor”, analisa. Nessas horas, também, a experiência com os próprios filhos acaba ajudando. “A gente tem de dizer “nãos”, de chamar atenção para que sigam um caminho diferente do que, algumas vezes, estão escolhendo”, reflete.

Tamanha sensibilidade inevitavelmente faz com que, algumas vezes, seu lado maternal apareça demais no trabalho. Mas isso não chega a ser um problema. Aliás, ao contrário. “Ser mãe faz ficar mais fácil. Todos nós, técnicos, temos filho, conhecemos essa sensibilidade”, justifica.

Claudia, inclusive, já desistiu de tentar desassociar suas experiências pessoais das profissionais. Para ela, uma função completa a outra. “Não deixo de ser mãe hora nenhuma do dia. Escolho melhor as músicas que vou cantar, o que vou dizer, como artista, e me posiciono muito melhor porque tenho filhos. E é assim também que acontece no programa”, defende.

“The Voice Kids” – Globo – Domingo, às 12h45.

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