Caminho pelas diversas emissoras

Em “A Força do Querer”, João Camargo vibra com trajetória variada dentro da tevê


Foto: RODRIGO LOPES_DIVULGAÇÃO
João está na ta televisão desde 1988, quando estreou em “Vale Tudo”

A televisão é um veículo de grande alcance e, a cada novo trabalho, João Camargo tem a confirmação disso. No ar como o tranquilo Junqueira de “A Força do Querer”, o ator vê com bons olhos a influência da repercussão da tevê no teatro e como a exibição diária dos folhetins abre caminho para levar o público para assistir aos espetáculos.

Por isso, para ele, a sinergia entre televisão e teatro é de extrema importância ao longo da carreira. “É como se tornar membro da família. As pessoas me param na rua, falam comigo, me chamam de Junqueira e dizem que gostam muito do personagem. Isso torna o ator conhecido, essa simpatia da tevê atrai o público para ir aos teatros”, explica.

Na história, Junqueira é marido de Heleninha, papel de Totia Meirelles. Trabalhando na Garcia, ele está sempre apaziguando conflitos entre irmãos e primos. “Era um sonho estar em uma novela da Gloria Perez. Tenho forte admiração pelo trabalho dela e do Rogério Gomes (diretor)”, elogia.

A chance para integrar o elenco da novela surgiu a partir de um texto dramático. Após uma série de trabalhos voltados para a comédia, o ator quis realizar o teste de imagem com uma cena de um gênero diferente. “Queria sair um pouco da rotina. Depois de realizar o teste, entrei em contato com a direção da novela e com a produtora de elenco Rosane Quintaes. Em alguns dias, recebi o telefonema da mesma me perguntando se gostaria de fazer o Junqueira. Aceitei no ato (risos)”, afirma.

Na televisão desde 1988, quando estreou em “Vale Tudo”, João transita pelas mais diversas emissoras. Ao longo dos anos, ele acumulou trabalhos na Globo, Record e SBT. “Todas as experiências são aprendizado. Embora, na Globo, me sinta em casa, pois foi onde comecei minha carreira e estreei já sendo indicado a prêmios, como Ator Coadjuvante”, valoriza. CAROLINE BORGES_TV PRESS

Raio X de Jonh Albert Camargo
Nascimento: 25 de março de 1960 em Basel, na Suíça.
Primeiro trabalho na tevê:  “Vale Tudo”, da Globo, de 1988.
Atuação inesquecível: O Freitas de “Vale Tudo”. “Por ser minha primeira novela”.
Interpretação memorável: Paulo José no filme “Todas As Mulheres do Mundo”, de Domingos de Oliveira.
Momento marcante na carreira: “Quando a campanha publicitária Casal Unibanco, na qual atuei por cinco anos, ganhou o Leão de Ouro em Cannes”.
O que falta na tevê: “Mais papéis para negros e para atores mais velhos”.
O que sobra na tevê: “Talento”.
Com quem gostaria de contracenar: Fernanda Montenegro.
Se não fosse ator, o que seria: Escritor.
Ator: Paulo José.
Atriz: Fernanda Montenegro.
Novela preferida: “A Força do Querer”
Vilão marcante: “Acho que a Irene, da Débora Falabella em ‘A Força do Querer’, vai dar o que falar!”.
Personagem mais difícil de compor: Gildo, de “Um Anjo Caiu do Céu”, da Globo, de 2001.
Papel que mais teve retorno do público: “A repercussão de Junqueira está sendo ótima”.
Que novela gostaria que fosse reprisada: “Que Rei Sou Eu?”, da Globo, de 1989.
Que papel gostaria de representar: “Um vilão”.
Filme: “Central do Brasil”, de Walter Salles.
Autor: Gloria Perez.
Diretor: Rogério Gomes.
Vexame: “Às vezes, me pego treinando o texto enquanto ando nas ruas e as pessoas ficam me encarando, assustadas (risos)”.
Uma mania: “Colocar um prego torto do cenário no bolso do figurino”.
Um medo: “Ficar sem trabalhar”.
Projeto: “Estou escolhendo uma peça para produzir e atuar. Em breve eu conto”.

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