‘Bloco do Coreto’ organiza carnaval de rua em Americana

Produtores culturais e músicos da região criam grupo independente para desfilar com bateria durante o Carnaval de 2019


Um grupo de amigos ligados à produção cultural e ao cenário musical da região criou um bloco de rua para desfilar em Americana no Carnaval. A intenção é de que o Bloco do Coreto seja acompanhado por uma bateria. O grupo se reuniu nesta terça-feira para definir alguns dos próximos passos, como a busca de apoio de grupos carnavalescos locais.

Os idealizadores são os produtores culturais Anderson Rodrigues, Lucas Demazzi e Pepê Ferreira e do músico Heber Pequeno. “Somos em quatro, mas indiretamente tem uma base de 50 pessoas, de bateria, músicos, produção artística”, afirma Anderson, que é integrante da escola Mancha Verde, na capital, há 15 anos. “Conheço os blocos de São Paulo. O Eder é professor ritmista, já passou por escolas como a Portela. E por que não fazer em Americana?”, questiona o organizador.

Foto: Arquivo / O Liberal
Carnaval de rua parou
de acontecer em 2013 nas ruas de Americana em razão da forte crise

Ainda não foi definido se haverá apenas a concentração em algum espaço público, como uma praça, ou descentralização e circulação por bairros. “Vamos formar a bateria, realizar os ensaios, mas ainda não foi definido de local, a quantidade de pessoas nessa bateria, até pela questão da logística de instrumentos. Você tem muita coisa em Americana. Tem blocos parados, que tem coisas que estão paradas, e a gente pede a força deles”, ressalta Anderson.

A intenção é que haja três dias de atividades. “Estamos atrás de parceiros, de quem gosta de um bom carnaval para ajudar a resgatar o carnaval de rua, como nos centros urbanos de São Paulo, Campinas, Santa Bárbara”, acrescenta o produtor.

O organizador diz sentir falta de maior valorização deste tipo de tradição na cidade. “Adianto que é coisa legal, música boa”, completa. Também está na ativa, atualmente, o bloco Folia do Bigode, que realiza apresentação independente nas imediações da Praia dos Namorados (entre os condomínios Iate Clube de Campinas e Iate Clube de Americana).

Em 2018, Americana não teve Carnaval municipal por falta de verba, mas a prefeitura disponibilizou apoio a grupos independentes que realizassem eventos. Neste ano, segundo o secretário de Cultura e Turismo, Fernando Giuliani, será realizada uma reunião na próxima semana com o bloco Folia do Bigode e estão sendo estudadas algumas parcerias.

No Carnaval de 2013 o desfile das escolas de samba Imperatriz Americanense e Imperador do Zanaga, que aconteceria na “passarela do samba”, na Avenida Antônio Pinto Duarte, foi cancelado pela prefeitura, na época da gestão de Diego De Nadai (PTB). As escolas, então, optaram por apresentações simbólicas, dividindo a noite com trios elétricos. Em 2014, o Carnaval foi cancelado novamente e, desde então, não há folias municipais na cidade.

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