Artistas comentam os fatos marcantes do ano

Nomes que se destacaram aqui na Região do Polo Têxtil dão seu parecer sobre quem fez a diferença neste ano de 2018


Ascensão da nova safra do terror/suspense psicológico no cinema, contos com características folclóricas e receitas gastronômicas exóticas, adaptação de clássico literário para o teatro e a firmeza na continuidade do legado de grandes artistas da dança são alguns dos destaques de 2018 na opinião de artistas da região entrevistados pelo Liberal.

O amadurecimento de um astro pop e a repercussão da 33ª Bienal de São Paulo também foram recordações apontadas. Quando considerada a popularidade, o sertanejo e o funk dominaram o maior serviço de streaming de música em 2018.

Foto: Pedro Ivo Trasferetti / Fundação Bienal de São Paulo
Bienal de São Paulo é um dos destaques apontados

No Spotify, artistas como Zé Neto & Cristiano, Jorge & Mateus e Anitta foram os mais ouvidos. Ainda no formato online, mas no cinema, a comédia romântica e o drama foram os gêneros no topo dos mais assistidos no ano na Netflix, com os filmes “A Barra do Beijo” (Vince Marcello, 2018), “Para Todos os Garotos que Já Amei” (Susan Johnson) e “Roxanne Roxanne” (Michael Larnell). Confira alguns destaques deste ano que está terminando.

Foto: Arquivo Pessoal
Marcelo Porqueres

Teatro
Destaque: “Estado de Sítio” (Gabriel Villela)

“Agora em Novembro vi a peça ‘Estado de Sítio’, do Albert Camus, com direção do Gabriel Villela, e gostei muito da estética e do trabalho de ator. Foi um dos grandes trabalhos de Teatro que vi em 2018.

Marcelo Porqueres – Diretor e ator de teatro

Foto: Arquivo Pessoal
André Camargo

Cinema
Destaques: “Um Lugar Silencioso” (John Krasinski) e “Hereditário” (Ari Aster)

“Ambos são do gênero que eu mais gosto, que é suspense com ares de terror. Inclusive, o ‘Hereditário’ também traz uma atuação surpreendente da Toni Colette. Ambos os filmes acho que se destacaram em 2018. ‘Um Lugar Silencioso’ trouxe uma nova forma de ameaça, e o ‘Hereditário’ trouxe de volta algumas questões de linguagem cinematográfica que o Kubrick acabou meio que fundando em ‘O Iluminado’”.

Andre Camargo – Ator e diretor de cinema e teatro

Foto: Arquivo Pessoal
Eliana Favarelli

Dança
Destaques: Ana Botafogo e Grupo Corpo de Belo Horizonte

“Nosso ícone na dança, Ana Botafogo, com mais de 60 anos, além de dançar divinamente, luta pela memória da dança. Neste ano, fez campanha para ajudar os artistas do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, que ficaram meses sem salário, e viaja também o Brasil todo divulgando a importância da dança no cenário cultural brasileiro. Teve também o Grupo Corpo, que tem um trabalho belíssimo”.

Eliana Favarelli – Bailarina e professora de dança

Foto: Arquivo Pessoal
Lucas Macedo

Música
Destaque: Álbum “Ye”, de Kanye West

“Para mim, o destaque do ano fica para o disco ‘Ye’, do Kanye West. Acho o Kanye uma figura excêntrica em todos os sentidos e isso reflete muito nesse álbum, no qual ele abusa de participações e todas as músicas são muito descoladas uma das outras ao mesmo tempo tendo um sentido quando juntas. Eu acho interessante a capacidade dele de entender o mercado também, ao fazer um CD curto, que você termina de ouvir antes de ter vontade de mudar de álbum”.

Lucas Macedo – Músico das bandas About A Soul e Earlier

Foto: Arquivo Pessoal
Luiz Biajoni

Literatura
Destaques: “O Berro do Bode” (Verena Cavalcante) e “Os Animais Domésticos e outras receitas”, de Luana Chnaidermann

“No primeiro, Verena constrói narrativas de raízes folclóricas, com bichos; no segundo, Luana fala de receitas estranhas, com bichos. Ambos são inventivos, um pouco assustadores, um pouco eróticos. Dois dos melhores do ano”.

Luiz Biajoni – Escritor

Foto: Arquivo Pessoal
Matheus Souza

Artes Visuais
Destaque: Parte da 33ª Bienal de São Paulo

“Nessa Bienal, apesar de toda a crítica, ela teve alguns pontos positivos. A gente teve Mamma Andersson, que é uma artista que não seria tão fácil vê-la por aqui e, na curadoria dela, ela trouxe alguns artistas que eu acredito que seja a primeira vez que eles foram expostos aqui. O Friedrich Fröbel também, que era da parte da curadoria do Antonio Ballester, que trabalhava com jogos lúdicos para crianças”.

Matheus Souza – Artista visual

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