‘Por Um Fio’ revive era de glamour do circo

Projeto revive era de glamour do circo nos anos 1940 e 1950 em casas de repouso para resgatar memória afetiva de idosos


Cheiro de pipoca, figurino dos anos 1940/50 e números de equilibrismo vão transportar idosos de casas de repouso do interior direto para as lembranças de sua juventude no mês de maio.

que propõe o espetáculo “Por Um Fio”, que inicia sua turnê neste domingo e no dia 13 chega a Americana, sempre com apresentações gratuitas, por meio do ProAC (Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo). Inicialmente, os espetáculos também vão passar por Jundiaí, Sorocaba e Botucatu.

Em um fio de aço, a protagonista Guemera Jorge executa truques e convida os espectadores a dividirem lembranças de quando iam ao circo.

Foto: Divulgação
Artista idealizadora do projeto, Guemera Jorge, está realizando ensaios em um tradicional circo da cidade de São Paulo

A direção técnica do espetáculo é do instrutor de arame Luis Muñoz, de 72 anos, uma das maiores inspirações de Guemera para se dedicar à modalidade. Guilherme Conradi assume os papéis de apresentador, pipoqueiro e dançarino.

Guemera conta que queria desenvolver um projeto que levasse alegria através da arte e na hora de escolher seu público alvo percebeu que existe uma série de ações voltadas para crianças, mas que os idosos são carentes desse tipo de oferta.

“Fui pesquisar sobre projetos de assistência para idosos e fui me deparando com uma triste realidade de abandono e abusos de idosos resgatados de seus lares. Isso mexeu muito comigo, um misto de raiva e de impotência. Foi quando resolvi que queria fazer algo por essas pessoas”, explica a artista circense.

Para resgatar a época da infância e juventude do público, ela realizou uma pesquisa de cores, figurinos, músicas e outras sensorialidades (como o olfato e paladar, através da pipoca). Em meio ao resgate de boas lembranças, também vai se propor a ouvir lembranças de sua plateia.

“Quero ouvi-los, conhecê-los, mesmo que pouco, mostrar que eles ainda estão vivos e precisam viver, aproveitar. Para o final do espetáculo, preparei um pequeno pout pourrie com algumas músicas para realizarmos um pequeno baile”, adianta.

Durante o show, ela ainda vai chamar voluntários para aprender um pouco de malabares.

A narrativa da bailarina e equilibrista é aberta para diferentes entendimentos. “Cada um de acordo com sua história de vida cria sua própria leitura, assiste ao seu próprio espetáculo, criado dentro de sua mente”, finaliza a artista.

O trabalho deve atingir cerca de 700 idosos até o final da temporada.

Programação

05/05 Domingo
Sorocaba: Lar São Vicente de Paulo

08/05 Quarta
Jundiaí: Lar Cidade Vicentina

11/05 Sábado
Botucatu: Casa Pia São Vicente de Paulo –
Lar Padre Euclides

13/05 Segunda
Americana: Lar São Vicente de Paulo

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