Parada Poética de Nova Odessa ganha documentário

Recém-lançado, o filme concorre a uma vaga na Mostra Competitiva do 14º Festival Taguatinga de Cinema e pode ser assistido gratuitamente online


Foto: Márcio Salata - Divulgação.JPG
A escritora Dona Edite declama um de seus poemas ao concorrido microfone do sarau Parada Poética

Qual é o poder que tem a poesia? Em Nova Odessa, ela deu utilidade a uma estação ferroviária desativada. O local é ocupado mensalmente pelo sarau Parada Poética, que está completando seis anos e se tornou tema do documentário “A Parada Não Para”.

Recém-lançado, o filme concorre a uma vaga na Mostra Competitiva do 14º Festival Taguatinga de Cinema, em Taguatinga (DF) e pode ser assistido gratuitamente online.

“Durante seis anos, foram mais de 70 saraus. É muita história para falar, daria muitas páginas. Mas acho que as imagens conseguem trazer um pedaço dessa história de uma maneira muito mais forte e impactante”, afirma Renan Inquérito, fundador do projeto e produtor-executivo do documentário, que é dirigido por Monica Ogaya e Diogo Zacarias.

O material foi gravado de maneira independente e recentemente foi contemplado pelo ProAC (Programa de Ação Cultural). Ele traz cenas desde o primeiro ano da Parada e entrevistas com artistas que se apresentaram nela, como Sérgio Vaz, Ferréz, Fernando Anitelli (O Teatro Mágico), Luiza Romão, Luz Ribeiro, Rashid e Enok Virgulino.

Para além do tom biográfico voltado ao projeto, a obra também é uma declaração de amor à arte. “[O sarau] é onde a gente pode ser feliz sem estereótipos. Podemos ser quem a gente realmente é, sem ter atravessadores dizendo como nós somos e quem nós devemos ser”, declara Sérgio Vaz no documentário.

“A ideia é fazer com que quem assista consiga sentir a emoção de estar ali pessoalmente, o que é difícil, na verdade. É fazer quem nunca ouviu falar de saraus e da parada tenha vontade de estar ali também”, revela Monica.

Ela e Renan se conheceram no cursinho pré-vestibular do sindicato dos trabalhadores, em Campinas, e são amigos há mais de 10 anos. “Logo no primeiro ano em que ele começou a parada ele me convidou para ir. Assim que conheci o projeto, dei a ideia para o Renan de começar a registrar os saraus”, explica a diretora.

O projeto chegou a ficar parado durante um período no qual ela mudou de cidade, mas foi retomado junto com o Diogo. “A gente quis mostrar a diversidade de pessoas que fazem a parada acontecer e ser um momento ‘mágico’, de escritor com anos de experiência até crianças, pessoas de idade”, acrescenta.

O filme tem 24 minutos. Clique aqui para assisti-lo e votar nele no Festival Taguatinga.

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